terça-feira, 27 de maio de 2014

O FILME : " O VENENO ESTÁ NA MESA II" SERÁ LANÇADO EM BH HOJE




   O FILME DE SILVIO TENDLER "O VENENO ESTÁ NA MESA II" -  SERÁ EXIBIDO HOJE EM BH - ÀS 17:30 H  - SEGUIDO DE UM DEBATE, NO CINE BELAS ARTES RUA GONÇALVES DIAS  - PRÓXIMO A PRAÇA DA LIBERDADE - (  RETIRAR O CONVITE NA BILHETERIA ANTES DO FILME). A EXIBIÇÃO E DEBATE DO DOCUMENTÁRIO ESTÁ SENDO ORGANIZADA PELA CAMPANHA NACIONAL DE COMBATE AOS AGROTÓXICOS QUE DIVULGOU QUE SILVIO TENDLER, POR MOTIVOS DE SAÚDE, NÃO PODERÁ VIR A BH PARA O DEBATE.

  



PASSAREDO


quarta-feira, 21 de maio de 2014

ALIMENTOS ORGÂNICOS - AGROECOLOGIA EM BH


POR UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA

Sábado – 24 de maio – 9 horas

Vamos nos unir e mostrar a força dos mineiros no combate ao uso de drogas.


   PARTICIPE DESTA GRANDE MOBILIZAÇÃO PELA VIDA E PELA PAZ!

Concentração:
Em frente ao Colégio Estadual Central.
Rua Fernandes Tourinho, 1.020 – Lourdes – Belo Horizonte.
Programação:
8h30
 
Concentração em frente ao Colégio Estadual Central.
9h
 
Saída rumo à Praça da Assembleia (via Av. do Contorno e Av. Olegário Maciel). Participação – fanfarras estudantis, charangas, mascotes de times de futebol, motociclistas, ciclistas, skatistas, estudantes, entidades da sociedade civil, Juventude e Polícia.
11h
 
Chegada à Praça da Assembleia.
PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE A PÁGINA
PARTICIPE. TRAGA SUA FAMÍLIA!
PARCERIA:

  • Entidades da
    Sociedade Civil
REALIZAÇÃO:

A INDÚSTRIA E O MEIO AMBIENTE


sexta-feira, 16 de maio de 2014

ALIMENTOS AGROECOLOGIA


O QUE SÃO AS SEMENTES CRIOULAS



 Visando contribuir na melhoria da qualidade de vida e meio ambiente, o Jornal O Ecoambiental tem divulgado algumas redes de produção de alimentos sem agrotóxicos, como a Rede Terra Viva, cujos baners de divulgação das feiras são postados aqui. Um caminho que podemos tomar para melhoria da qualidade de nossa alimentação é aumentarmos a área de plantio de alimentos sem agrotóxicos, os orgânicos. Apoiarmos a agroecologia. Neste caminho buscarmos resgatar e plantar as sementes crioulas, as melhores sementes para a agricultura.  A seguir postamos algumas informações sobre as sementes crioulas. Um leitor do jornal O Ecoambiental, nos informou que a Embrapa de Sete Lagoas possui sementes crioulas, além de várias agricultores familiares em nosso País, povos indígenas e populações tradicionais, felizmente. Agora é buscarmos conhecer, valorizar, cultivar para as presentes e futuras gerações as sementes crioulas em busca de melhor qualidade de vida e meio ambiente para todos.
     
   O QUE SÃO AS SEMENTES CRIOULAS

  As sementes crioulas são aquelas melhoradas e conservadas pelas famílias agricultoras ao longo de séculos, adaptadas às suas condições de solo e clima, às suas práticas de manejo e preferências culturais.
    Historicamente, as comunidades agrícolas têm sido responsáveis pela conservação de uma riquíssima diversidade de espécies e variedades, adaptadas aos mais diferentes usos e necessidades. Essa diversidade faz parte da estratégia produtiva desses agricultores: elas fornecem alternativas de alimentos, forragem, fibras e remédios ao longo do ano, entre outras vantagens, enriquecendo a dieta e diversificando as possibilidades de obtenção de renda.
Essa riqueza também está relacionada aos diferentes usos (alimentação, forragem, comércio, preparação de comidas típicas etc.) e características de interesse (duração do ciclo, resistência à seca ou à umidade excessiva etc.). Assim como a diversidade de espécies, a diversidade genética dentro de uma mesma espécie é de enorme importância para diminuir a vulnerabilidade dos agricultores: se numa lavoura existirem diversas variedades de feijão, por exemplo, dificilmente uma doença, praga ou extremo climático dizimará todas.

   "As sementes crioulas têm sido guardadas, reproduzi-das e melhoradas milenarmente pelos camponeses e povos indígenas em todo o mundo. Elas têm garantido para eles e para toda a humanidade a diversidade étnico-ambiental que herdamos."

                     SEMENTES CRIOULAS X SEMENTES HÍBRIDAS E TRANSGÊNICAS

    O que as sementes híbridas e as transgênicas tem de diferentes das sementes crioulas? Enquanto que estas sementes podem ser plantadas e reproduzidas ano a ano, segundo os interesses dos povos que as cultivam, as sementes híbridas vão perdendo a sua capacidade genética (vigor híbrido) de reprodução quando são replantadas safra após safra. No limite suportam duas safras; a partir daí, começam a perder o seu vigor. Nessas circunstâncias, o camponês é obrigado a comprar as sementes híbridas toda a vez que desejar plantar.
    As sementes transgênicas também são de propriedade privada das empresas multinacionais a partir da proteção por patenteamento como organismo geneticamente modificado. Para utilizar essas sementes transgênicas o camponês deverá pagar “royalties”, ou licença de plantio, à empresa que as produziu. Caso esse camponês não pague os “royalties” exigidos ele poderá ser processado juridicamente e terá de pagar centenas de vezes o valor da licença de plantio normal determinada pelas empresas multinacionais. Para controlar quem utiliza sementes transgênicas tais empresas criam “polícias genéticas” que fiscalizam as terras plantadas pelos agricultores." (Horácio Martins)
    Utilizadas desde os tempos pré-coloniais pelos índios, as sementes crioulas chegaram aos dias atuais pela prática da agricultura tradicional, na qual os lavradores conservam-nas, selecionam, melhoram e as trocam entre si. Seu nome muda de acordo com o estado: são as sementes “da paixão” na Paraíba, “da fartura” no Piauí, “da resistência” em Alagoas, “da liberdade” em Sergipe, e “da gente” em Minas Gerais. Agora, as comunidades vêm se organizando para a criação de bancos de sementes crioulas, que podem ser familiares, comunitários ou regionais.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA NA BAHIA

Laboratório francês aponta contaminação 
ambiental em mina de urânio na Bahia
   O laboratório francês da Comissão de Pesquisa e Informação Independente sobre Radioatividade (CRIIRAD), especialista em detectar radioatividade no meio ambiente, com qualificação técnica certificada pelo Ministério da Saúde da França, identificou elevada taxa de radiação gama no ar e contaminação do solo por metais radiotóxicos no entorno da mineração de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que abastece as usinas atômicas de Angra dos Reis (RJ).  A mina fica no distrito de Maniaçu, em Caetité, a 750 Km de Salvador, capital da Bahia.

 

Os efeitos da radiação ionizante sobre o meio ambiente e na saúde da população vem sendo pesquisados desde 2011, numa parceria técnico-científica do CRIIRAD (http://www.criirad.org/) e Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz-RJ), com apoio da organização alemã Médico Internacional. Os dados preliminares desta investigação estão no relatório “Justiça Ambiental e Mineração de Urânio em Caetité: Avaliação Crítica da Gestão Ambiental e dos Impactos à Saúde da População”, que foi apresentado em recente debate público (11.04.2014) promovido pela Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité, no auditório da Universidade do Estado da Bahia.

MONITORAMENTO INEFICAZ - O estudo do CRIIRAD traz resultados de análise de amostras coletadas no entorno da mina, em 2012, avalia o relatório de monitoramento ambiental da INB (RT-URA-05-14), referente a 2011/2012, e  aponta áreas contaminadas. O CRIIRAD observou falhas e sugeriu correções para as deficiências do monitoramento da INB, que traz indicadores de medição de urânio e radônio, no ar, e de urânio, rádio-226 e chumbo-210, em amostras de água subterrânea. A INB analisa apenas três substâncias radioativas (urânio, rádio e chumbo). Não monitora as cadeias de decaimento do urânio-238 e urânio-235, que contêm mais de 20 substâncias radioativas.
A empresa também não registra o fator de equilíbrio entre radônio e seus produtos de decaimento, cuja radiotoxicidade é maior do que a do urânio, impossibilitando uma avaliação precisa das doses recebidas pela população que vive perto da mina. A quantidade de postos de monitoramento de radônio livre no ar, no ambiente imediato da mina é muito limitada. Não há resultados para a radiação gama no ambiente, a contaminação do solo, da cadeia alimentar e das águas superficiais e sedimentos. Para o físico nuclear Bruno Chareyron, diretor do Laboratório CRIIRAD, o monitoramento da INB é ineficaz e “sem os resultados de um programa abrangente é impossível avaliar os reais impactos da exploração de urânio na região”.
Entre outras recomendações, o CRIIRAD alertou para a necessidade de monitorar a atividade do radônio dissolvido (que pode ser bastante elevada em águas subterrâneas e fornecer dose de radioatividade para o consumidor muito maior do que a emitida pelo urânio) e a atividade do polônio-210 (associado ao urânio-238 este metal está entre as substâncias mais radiotóxicas quando ingerido).

REJEITOS RADIOATIVOS – Dando curso à pesquisa, este ano o CRIIRAD coletou novas amostras de solo e água e tomou conhecimento que em 2013, a INB realizou prospecção intensiva principalmente na comunidade de Gameleira (cerca de 2 km da mina, tendo alguns furos mais de 70 metros de profundidade) e em Juazeiro. Nos dias 9 e 10.04.2014, nessas comunidades foram medidas doses de radiação gama 2,5 a 10 vezes maior que o valor de fundo, registrado em locais não afetados pela perfuração. A empresa também não avalia outros impactos da perfuração, como a contaminação do ar por radônio; a quantidade de partículas radioativas inaladas e ingeridas pela população e a possível contaminação da água subterrânea, pela mudança no regime de circulação da água gerada pela prospecção. Cabe registrar que nos dois dias de trabalho em campo a equipe da pesquisa foi “monitorada” por escoltas de segurança da empresa.
Contaminação por metais pesados, de longa duração (75.000 anos para o tório-230 e 1.600 para o rádio-226), associados a rejeitos radioativos da mineração foi medida no vale do Riacho da Vaca. Considerando a atividade do minério (tório-230 - atividade de 1.000 Bq/kg, rádio-226 - atividade de 2.430 Bq/kg e chumbo-210 - atividade de 1.870 Bq/kg) a atividade total de alguns rejeitos é superior a 300.000 Bq/kg. Medições a um metro acima do solo na borda superior do vale subiram de cerca de 200 c/s (contagem por segundo) para 700 c/s no centro da depressão. O CRIIRAD recomenda a descontaminação desta área. Além dos rejeitos, a mineração gera enorme quantidade de poeira radioativa. Avaliando apenas o urânio-238, com um teor de cerca de 0,3%, a radioatividade do minério é cerca de 37.500 Bq/kg. Mas quando se considera todos os produtos do urânio (como o tório-230, o rádio-226, radônio-222, chumbo-210, entre outros) a radioatividade do minério alcança mais de 500.000 Bq/kg. Dados da INB mostram que em 2011/2012, a concentração média de urânio no ar a favor dos ventos na mina foi 6 vezes acima do valor registrado na direção contrária aos ventos predominantes.
O CRIIRAD não pode entrar na área da empresa, mas foi informada que a proteção da saúde dos trabalhadores não é prioridade na INB. Tambores cheios de concentrado de urânio ficam acumulados perto da cabine dos vigias, que recebem doses consideráveis de radiação gama. Na área 170, onde o urânio é concentrado e embalado em tambores, material radioativo é lançado no ar. Atingindo uma pureza de 80% pode-se calcular que a concentração do urânio-238 é superior a 10.000.000 Bq/kg. Como o pó se espalha no ar, o risco de contaminação por ingestão e inalação é alto. A situação é muito grave, pois como avalia o Comitê Científico das Nações Unidas sobre os Efeitos da Radiação Atômica (UNSCEAR) entre as atividades da cadeia de produção da energia nuclear, tirando os acidentes em reatores e bombas atômicas, é na extração e beneficiamento de urânio (elas ocorrem em Caetité) que trabalhadores e cidadãos podem receber as doses mais elevadas de radiação.
DANOS À SAÚDE - O cientista francês esteve em Caetité em 2012, iniciando uma colaboração com o trabalho de epidemiologia popular,“Pesquisa participativa de base comunitária sobre os problemas de saúde na área próxima à mina de urânio em Caetité, Bahia”, iniciado em 2011, sob a coordenação do pesquisador titular da FIocruz Marcelo Firpo, no âmbito do projeto internacional EJOLT (Organizações de Justiça Ambiental, Passivos e Comércio). Coordenado pela Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha), o ELOLT (ejolt.org) estuda e apoia mobilizações por Justiça Ambiental em várias partes do mundo, como as relacionadas à mineração de urânio.
Esta não foi a primeira vez que um laboratório internacional apontou a contaminação que a INB vem promovendo em Caetité, e que estava prevista no Estudo de Impacto Ambiental da mineração. Em 2008, o Greenpeace contratou um laboratório da Inglaterra que comprovou a contaminação da água em Maniaçu, fato depois confirmado pelo então Instituto de Águas do Governo da Bahia..
Na Europa, os laboratórios que avaliam contaminação radioativa não se reportam a órgãos de regulação do setor nuclear, como aqui no Brasil, onde são subordinados a Comissão Nacional de Energia Nuclear. O CRIIRAD atua independente do governo e de empresas poluidoras, em defesa do direito à radioproteção e à informação confiável sobre a questão nuclear, em especial os malefícios da radiação ionizante. A expectativa agora, é que as autoridades dos três poderes levem a sério as recomendações feitas e adotem as providências que lhes compete para minorar os prejuízos que a exploração de urânio vem causando aos trabalhadores e populações da região. (Z.Vilas Boas)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

CURSO COMUNICAÇÃO SEM VIOLÊNCIA




































A  SÉTIMA SUSTENTAR 
VAI ATÉ O DIA DE HOJE  - CONFIRA A PROGRAMAÇÃO A SEGUIR

terça-feira, 6 de maio de 2014

SUSTENTAR 2014


Apresentação

   O SUSTENTAR 2014 - 7º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável propõe a promoção de amplo debate de importantes questões socioambientais do planeta, do país e da comunidade.
   O evento conta com a participação de renomados especialistas, executivos, lideranças e autoridades nacionais e internacionais em desenvolvimento sustentável, gerando exposição de soluções para os desafios que a questão da sustentabilidade traz para governo, empresas e sociedade civil.
   O tema da 7ª edição do SUSTENTAR 2014 será “Cidades Sustentáveis”. Sediado em Belo Horizonte há sete anos, desde a sua primeira edição, é considerado um dos mais representativos eventos sobre sustentabilidade do Brasil. 

A QUEM SE DESTINA

    Conhecimento, informação, emoção, atualização, debates, discussões, participação, intercâmbio. O SUSTENTAR 2014 é o momento oportuno para gestores de responsabilidade socioambiental de empresas, governo, acadêmicos, mídia, todo cidadão, pessoas físicas e jurídicas, discutirem ideias, atitudes e soluções que contribuam para promover a construção de um mundo melhor, com responsabilidade ambiental, social, econômica e cultural.


EVENTOS/ATIVIDADES

   A Sétima Sustentar será realizada no Minascentro em BH - MG.

Solenidade de Abertura       
 07/05/2014 09h00 às 10h00

2º Ranking produtos e tecnologias sustentáveis 2014
07/05/2014 10h00 às 11h00

7º Diálogo de Abertura: Visão e Sustentabilidade
07/05/2014 11h00 às 12h00

7º Fórum Internacional pela Responsabilidade Socioambiental 07/05/2014 e 08/05/2014
14h00 às 17h30 - 09h00 às18h00
Roda de Conversa com a Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade 08/05/2014 09h00 às 12h00

Debate: Como promover Negócios Sustentáveis Inovadores?
07/05/2014 14h00 às 16h30

Case Sebraetec – Ecotecnologias
07/05/2014 16h30 às 17h30

6º Fórum Comunicação e Responsabilidade Socioambiental
08/05/2014 09h00 às 12h00

Fórum Cidades Sustentáveis
08/05/2014 09h00 às 12h00

Oficina: A importância da Gestão da Informação no Contexto do GRI G4
08/05/2014 14h00 às 17h30

2º Fórum Construção de Nação Sustentável
08/05/2014 14h00 às 17h30

5º Fórum Mudanças Climáticas
08/05/2014 14h00 às 17h30

5º Fórum Biodiversidade
07/05/2014 14h00 às 17h30

Feira de Tecnologias, Produtos e Serviços de Responsabilidade Socioambiental
07/05/2014 09h00 às 17h30

sábado, 3 de maio de 2014

COMO PLANTAR ALIMENTOS ORGÂNICOS EM CASA

 O Jornal O Ecoambiental atendendo a pedidos de nossos leitores vai democratizar dicas de plantio de alimentos em casas, apartamentos, lotes, terrenos -  sem agrotóxicos. A atitude de plantar harmoniza os seres humanos com a natureza, une pessoas, educa para a não alienação de preparar a terra, plantar e colher. Ficaremos felizes se contribuirmos para que as pessoas possam voltar a plantar mesmo em pequenos espaços.  Plantar sem agrotóxicos é sem dúvida  um dos caminhos da construção da sustentabilidade. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

TRABALHAR PARA A CONSTRUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE



















   O DIA DO TRABALHO  
E O TRABALHO SUSTENTÁVEL


   Desde o surgimento dos seres humanos na face da Terra temos trilhado caminhos que produziram culturas das mais diversas. Civilizações ergueram-se em todas as partes do mundo, com inúmeras alternativas na manutenção da vida em sociedade. Neste século XXI, após vários encontros nacionais e internacionais sobre o meio ambiente, temos o desafio de resolver os conflitos e problemas socioambientais gerados pela ação humana. A solução destes problemas passa não apenas pela atitude individual, mas da sociedade. Ainda é possível corrigirmos nossos erros na forma de produzir, distribuir riquezas, valorizar as pessoas e todo o meio ambiente. Sabemos que os seres humanos carregam consigo contradições pessoais e coletivas e o trabalho sustentável, de valorizar todo o meio ambiente faz com que sejamos melhores em nossa humanidade.
 Os rios e mares não estão poluídos "naturalmente", o desmatamento na Floresta Amazônica, ocorre através da ação humana. A poluição atmosférica presente na China, Europa e em grandes cidades do mundo são causadas pela queima de carvão e combustíveis fósseis. O mundo concentrando pessoas em cidades, metrópoles, congestiona trânsitos, estressa sua população em transportes públicos precários, como vem sofrendo a maioria da população. A saúde e educação públicas estão ainda muito precárias. A contaminação química elege o Brasil como o país que mais utiliza agrotóxicos na produção de alimentos no mundo. São Paulo está racionando água. Muitas pessoas em várias regiões sofrem com a falta de água potável não apenas no Brasil. A distribuição de renda em nosso país continua sendo uma das piores em todo o mundo. 
   As culturas e identidades dos povos sofrem com a aculturação do consumo pelo consumo. Os seres humanos estão sofrendo na solidão do consumo de uma grande mídia que valoriza o ter e não o ser.  A solução destes conflitos socioambientais está nas mãos da sociedade civil não só brasileira, mas mundial. Homens e mulheres podem se unir na construção da sustentabilidade: basta acreditarmos na força desta união. 
   Em tantos saberes produzidos em diversas culturas no mundo necessitamos encontrar o caminho da civilização sustentável. O desafio está colocado para todo o Planeta. Neste dia do trabalhador propomos uma reflexão na direção da conquista do trabalho sustentável. O trabalho que valoriza a pessoa humana e todo o meio ambiente. As empresas, instituições públicas e privadas, precisam instituir as Comissões de Meio Ambiente nos locais de trabalho. A sociedade civil precisa criar permanentemente grupos, associações, ONGs, unir pessoas e comunidades pela valorização do meio ambiente, pelo trabalho sustentável. 
   Nós seres humanos podemos agir no sentido de contribuirmos com nosso trabalho para uma qualidade de vida melhor para todos. Vencermos problemas socioambientais que o mundo continua produzindo como o racismo. Temos que agir no sentido do respeito às diferenças étnicas e na direção da igualdade da raça humana. Temos que promover uma valorização do que de bom as pessoas podem realizar em cada comunidade, cada ambiente de trabalho, na edificação de comunidades e cidades sustentáveis. Nós do Jornal O Ecoambiental acreditamos neste caminho de vencermos pela ação de construção da sustentabilidade os erros que individual e coletivamente as sociedades estão produzindo ao degradarem o meio ambiente.

  Acreditamos na conquista de melhores dias para todos com a valorização da identidade cultural de cada Nação, de cada espaço comunitário. É possível plantarmos mais do que desmatarmos. É possível despoluir rios, cursos d'água, produzir alimentos sem agrotóxicos, distribuir renda de forma mais justa, valorizar os saberes e culturas que defendem um meio ambiente saudável para todos. Convidamos as pessoas a agirem nesta direção do trabalho e da civilização sustentável que pela união todos nós podemos construir juntos.