terça-feira, 31 de março de 2026

INDÚSTRIA CULTURAL - TEORIA CRÍTICA


 

HAmanda Z Buchacra - Mergulho



MERGULHO

Embebido em momentos incríveis,
mergulhando fundo na alma, 
mas com medo do envenenamento da mente que as vezes 
menti. Mas o que se pode fazer, senão
arriscar?



HAmanda Z Buchacra nasceu em Belo Horizonte (MG). Apaixonada pela leitura, começou a escrever ainda na infância, registrando percepções sensíveis e profundas. Atua na educação, conciliando seu trabalho com a vocação para a escrita.

Encantada pela natureza, carrega consigo sensações que se transformam em reflexões diversas. Como escritora, revela uma mente aguçada, atenta às nuances da existência, traduzindo em palavras aquilo que muitas vezes passa despercebido.

Além da escrita, compartilha sua arte e inspirações do mundo em sua página no Instagram. Descubra o universo que observa e traduz em palavras e imagens em @v_ariegado

terça-feira, 17 de março de 2026

PARQUES NACIONAIS DO BRASIL




 

SONS DA NATUREZA - MAR


 

ARTIGO DE WLADMIR COELHO

 

PETRÓLEO, PODER E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: A GEOPOLÍTICA DO ESTREITO DE ORMUZ

Wladmir Coelho

Mestre em Direito e Historiador


O texto analisa a centralidade geopolítica do Estreito de Ormuz na história do capitalismo e no controle internacional do petróleo. A partir de exemplos históricos, demonstra a continuidade do interesse imperial desde o período mercantil português até a estratégia contemporânea dos Estados Unidos. Discute também como o petróleo se tornou base material do desenvolvimento industrial e elemento central do poder econômico global. Em seguida, examina o surgimento do discurso eco-capitalista e sua relação com a subordinação tecnológica dos países subdesenvolvidos. Conclui que a atual transição energética mantém a lógica de reprodução do sistema econômico e da exploração da natureza.

O “desejo” de substituição dos combustíveis fósseis por fontes com menor grau de emissão de CO₂ representa uma realidade em nossos dias? A resposta está no noticiário mundial e geograficamente localizada no Estreito de Ormuz, uma região tradicionalmente disputada por impérios. Inicialmente, precisamos apresentar uma introdução das relações do chamado Ocidente com o Estreito de Ormuz, que representa – tradicionalmente – um ponto importante para os interesses comerciais e, desde o século XVI, o capitalismo – naquele momento em sua fase mercantil – disputa o seu controle.

Essa condição fica melhor ilustrada quando recordamos que o império português ocupou e construiu, em uma das ilhas da região, uma fortaleza militar, e por lá permaneceu por mais de 100 anos, movido pelo interesse em exercer o monopólio do comércio do Oriente com a Europa. Com o passar do tempo e a evolução do modo de produção capitalista, vamos observar, em meados do século XIX, o império britânico consolidando o controle da região e, no início do século seguinte, Winston Churchill – então Lorde do Almirantado – transformando o domínio da região em questão de segurança nacional.

Curiosamente, os Estados Unidos apresentam, para o grande público do século XXI, o mesmo argumento utilizado – com sucesso – pelo antigo Lorde do Almirantado, revelando a continuidade da prática de transubstanciação do conceito de segurança nacional em meios para garantir o controle do petróleo, independentemente de sua localização geográfica, gerando, desse modo, acordos e legislações nacionais e internacionais, todos oferecendo ao conceito de soberania nacional – para os países subdesenvolvidos, principalmente – uma subordinação aos interesses do imperialismo, cobertos de forma tímida pelo véu do discurso da liberdade de mercado, dos valores ocidentais e outros tantos balangandãs eufemísticos.

E a transição energética? Bom, antes de qualquer aprofundamento quanto à transição energética, devemos recordar que a consolidação do modelo industrial efetivou-se a partir dos combustíveis fósseis, assumindo o petróleo, no século XX, a condição de base da produção, revelando-se como combustível e matéria-prima para todos os setores. Não é preciso aprofundar muito esses aspectos para perceber que o controlador desse recurso – não apenas o proprietário em sua condição natural, mas aquele em condições de processá-lo para as suas múltiplas utilizações – torna-se um poderoso agente controlador do poder econômico do petróleo.

Esse poder econômico foi determinante para o desenvolvimento de toda a tecnologia produtiva, revelando, historicamente, uma metamorfose entre o petróleo e o capitalismo, levantando esta constatação a seguinte questão: é possível uma transição energética sem uma mudança da forma de produção? Qual a transformação a ser iniciada em primeiro lugar?

Desde o final da década de 1960, quando os maiores industriais e banqueiros do planeta, reunidos no Clube de Roma, constataram que os recursos naturais, e notadamente o petróleo, encontravam-se nos países mais atrasados economicamente, o discurso eco-capitalista passou a defender a “racionalização” da exploração ambiental, pautado na ampliação das técnicas decorrentes da tecnologia dos países industrializados, residindo neste ponto um importante fator de subordinação. Em outras palavras, os países subdesenvolvidos foram submetidos à aplicação de soluções de produção – e, por consequência, ambientais – importadas dos países dominantes, impedindo a plena utilização de suas potencialidades naturais, inclusive a utilização de formas alternativas aos combustíveis fósseis.

A chamada transição energética de nossos dias segue esse padrão e, mesmo que se apresente ao lado de termos, a exemplo de sustentabilidade, respeito às tradições locais e outros, encontra-se fundada nos interesses da reprodução de um modelo econômico voltado à maior exploração possível do trabalho e, por consequência, da natureza.

sábado, 7 de março de 2026

MINAS GERAIS EM 1950




Escravizados urbanos coletando água no Brasil da década de 1830

Sobre a história, o registro de fatos acontecidos há várias versões ou realidades. Estes documentários que postamos sobre Minas Gerais, com certeza expressam visões sobre a história. Vale o desafio de dispor de todos olhares e versões. Para que haja uma justa educação socioaambiental. Na verdade, a sociologia parte de visões sobre a realidade, sobre as sociedades, as relações humanas, sociais, ambientais historicamente vivenciadas.



 

OURO PRETO em 1730 - documentário

Foto: divulgação


O Jornal Oecoambiental publica uma série de pesquisas sobre a história de Minas Gerais. São trabalhos baseados em documentários, pesquisas, fatos históricos, registrados e ainda por registrar. De onde viemos, para onde vamos ? A história é a possibilidade de aprender para construir o futuro. Minas Gerais é um estado emblemático na história do Brasil. Ouro Preto é o centro histórico do nome deste estado de "Minas" do ouro. Questões postas hoje podem encontrar respostas no passado. Como pode um estado e um país que extraiu tanto ouro a custa de um passado de escravidão e sofrimentos da maioria dos escravizados que constituíam no século XVIII, mais de 80% da população local, em Ouro Preto,  conviver com tantas desigualdades ainda no século XXI?
Respostas existem. Questionamentos são muitos. Conhecer a história é conhecer e construir possibilidades para o futuro.


 

segunda-feira, 2 de março de 2026

ADRIANA ARAÚJO SOBRE O SAMBA, O MEIO AMBIENTE


 

ADRIANA ARAÚJO - GRATIDÃO

 GRATIDÃO  RAINHA DO SAMBA ADRIANA ARAÚJO

Foto: divulgação

 Existem pessoas que nascem para iluminar os caminhos dos seres humanos. Pessoas cuja essência é a bondade, a generosidade, a fraternidade. Que doam suas melhores energias para que as pessoas valorizem a vida,  as Raízes culturais, os momentos de presença neste mundo. A artista, grande Rainha Sambista  - Adriana Araújo foi uma destas pessoas, uma mulher honrada, que dignificou a arte e sabedoria do Samba com toda sua competência artística e compromisso com a cultura brasileira, Afromineira, Afrobrasileira. 






  A cultura do Samba de Belo Horizonte está entristecida pela passagem repentina de Adriana Araújo e só tem a agradece-la pela sua luz maravilhosa e convivência nas Rodas de Samba com a eterna Rainha do Samba de BH. 

   A sua dedicação a valorização do Samba é um exemplo de vida, que pela sua graça e beleza, que sempre iluminou nossos caminhos,  com certeza, será sempre lembrada em todas as Rodas de Samba de Belo Horizonte. 

     NOSSA GRATIDÃO A ETERNA RAINHA DO SAMBA DE BH ADRIANA ARAÚJO