terça-feira, 30 de novembro de 2021

ACORDO DE 193 PAÍSES SOBRE A ÉTICA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

FONTE; ONU - BRASIL

   Todos os Estados-membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) adotaram na quinta-feira (25) um acordo histórico que define os valores e princípios comuns necessários para garantir o desenvolvimento saudável da Inteligência Artificial (IA).

O texto adotado visa nortear a construção da infraestrutura jurídica necessária para garantir o desenvolvimento ético da tecnologia e responder a alguns dos principais desafios trazidos pela IA.

Ele fornece um guia para garantir que as transformações digitais promovam os direitos humanos e contribuam para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), abordando questões de transparência, responsabilidade e privacidade, com capítulos de políticas voltados para ações sobre governança de dados, educação, cultura, trabalho, saúde e economia.

Legenda: Presentes em diversos aspectos da vida cotidiana, as novas tecnologias IA estão trazendo "desafios sem precedentes"
Foto: © Possessed Photography/Unsplash

   Todos os Estados-membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) adotaram na quinta-feira (25) um acordo histórico que define os valores e princípios comuns necessários para garantir o desenvolvimento saudável da Inteligência Artificial (IA).

   A inteligência artificial está presente no dia a dia, desde a reserva de voos e pedidos de empréstimos até a direção de carros sem motorista. Também é usada em áreas especializadas, como rastreamento de câncer ou para ajudar a criar ambientes inclusivos para pessoas com deficiência.

De acordo com a UNESCO, a IA também apóia a tomada de decisões de governos e do setor privado, além de ajudar no combate a problemas globais como as mudanças climáticas e a fome no mundo.

No entanto, a agência alerta que a tecnologia está trazendo "desafios sem precedentes". Entre eles, o aumento do preconceito de gênero e etnia, ameaças significativas à privacidade, dignidade e agência, perigos de vigilância em massa e aumento do uso de tecnologias de IA não confiáveis ​​na aplicação da lei. "Até agora, não existiam padrões universais para responder a essas questões ”, explicou a UNESCO em nota.

“O mundo precisa de regras de inteligência artificial para beneficiar a humanidade. A recomendação sobre a ética da IA ​​é uma resposta importante. Ela estabelece a primeira estrutura normativa global, ao mesmo tempo que atribui aos Estados a responsabilidade de aplicá-la em seu nível. A UNESCO apoiará seus 193 Estados-Membros em sua implementação e pedirá que relatem regularmente seus progressos e práticas ”, disse a  diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay.

Uma contribuição positiva - O texto visa destacar as vantagens da IA, ao mesmo tempo em que reduz os riscos que ela acarreta. De acordo com a agência, ele fornece um guia para garantir que as transformações digitais promovam os direitos humanos e contribuam para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), abordando questões de transparência, responsabilidade e privacidade, com capítulos de políticas voltados para ações sobre governança de dados, educação, cultura, trabalho, saúde e economia.

Uma de seus principais apelos é a proteção de dados, indo além do que as empresas de tecnologia e os governos já estão fazendo para garantir mais proteção aos indivíduos, garantindo transparência, agência e controle sobre dados pessoais. A recomendação também proíbe explicitamente o uso de sistemas de IA para pontuação social e vigilância em massa.

O texto também enfatiza que os atores da IA ​​devem favorecer métodos eficientes de dados, energia e recursos que ajudem a garantir que ela se torne uma ferramenta mais proeminente na luta contra as mudanças climáticas e no enfrentamento de questões ambientais.

“As decisões que afetam milhões de pessoas devem ser justas, transparentes e contestáveis. Essas novas tecnologias devem nos ajudar a enfrentar os principais desafios do nosso mundo hoje, como o aumento das desigualdades e a crise ambiental, e não aprofundá-los ”, afirmou a diretora-geral adjunta de Ciências Sociais e Humanas da UNESCO, Gabriela Ramos.

Você pode ler o texto completo da recomendação aqui (em inglês).

SITUAÇÃO ALIMENTAR NA ÁFRICA




OBS: Abaixo nas legendas do vídeo, selecione a tradução automática do idioma.


FOME ATINGE 59,7 MILHÕES DE PESSOAS NA AMÉRICA LATINA E CARIBE


FONTE: ONU - BRASIL

O novo Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutricional 2021 referente ao período 2019-2020 traz dados devastadores sobre a situação da América Latina e Caribe. O número de pessoas que vivem com fome na região aumentou em 13,8 milhões, atingindo um total de 59,7 milhões. O relatório é uma publicação conjunta da FAO, Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), OPAS, WFP e UNICEF.

Desde os anos 2000 esse é o maior índice já registrado e representa um aumento de 30% do número de pessoas que passam fome referente ao relatório anterior. Atualmente, a insegurança alimentar afeta 41% da população, sendo que em 2020 267 milhões sofreram essa forma de insegurança nas intensidades moderada ou grave. O número representa 60 milhões a mais do que em 2019, e é o maior aumento registrado entre as regiões do mundo. 

A disparidade de gênero entre afetados por insegurança alimentar também aumentou, foi de 6,4%, em 2019, para 9,6%, em 2020. 41,8% das mulheres na região sofrem de insegurança alimentar moderada ou severa, em comparação com 32,2% dos homens.

Obesidade e sobrepeso são outras formas de desnutrição que assolam a região. Em 2020, foram registradas 106 milhões de pessoas na América Latina e Caribe com obesidade, sendo que o sobrepeso infantil atingiu 3,9 milhões de crianças. 

Legenda: Na América do Sul a fome afetou 33,7 milhões de pessoas, ou 7,8% da população
Foto: © S. Modola/ACNUR

Lançado nesta terça-feira (30) o Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutricional 2021 traz dados alarmantes sobre a situação na América Latina e Caribe. Em apenas um ano, no contexto da pandemia de COVID-19, o número de pessoas na região que vivem com fome aumentou em 13,8 milhões, atingindo um total de 59,7 milhões. Esse é o pico mais alto do índice desde os anos 2000 e representa um aumento de 30% em relação ao relatório anterior. 

A prevalência da fome na América Latina e no Caribe é agora de 9,1%, a maior dos últimos 15 anos, embora ligeiramente abaixo da média mundial de 9,9%. Apenas entre 2019 e 2020, a prevalência da fome aumentou 2 pontos percentuais. Segundo o representante regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Julio Berdegué, “houve um aumento de quase 79% no número de pessoas que vivem com fome de 2014 a 2020”.

O documento é um esforço coletivo de agências da ONU: FAO, Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Programa Mundial de Alimentos (WFP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Números que preocupam - Entre 2019 e 2020, a Mesoamérica - sub região que inclui parte do México, Guatemala, El Salvador, Belize e partes ocidentais da Nicarágua, Honduras e Costa Rica - registrou o maior aumento (2,5%), atingindo seu valor mais alto nos últimos 20 anos: 10,6%, ou 19 milhões de pessoas famintas. 

Um aumento no número de pessoas em situação de fome também foi registrado no Caribe (16,1%, o equivalente a 7 milhões de pessoas), enquanto na América do Sul a fome afetou 33,7 milhões de pessoas, ou 7,8% da população. 

A insegurança alimentar afeta 41% da população. Quatro em cada dez pessoas na região - 267 milhões - sofreram de insegurança alimentar moderada ou grave em 2020, 60 milhões a mais do que em 2019. O aumento foi de 9%, o crescimento mais pronunciado em relação a outras regiões do mundo. 

Na América do Sul, a prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave aumentou 20,5% entre 2014 e 2020, enquanto na Mesoamérica houve um aumento de 7,3% no mesmo período.  Pior ainda, na região a prevalência de insegurança alimentar grave - isto é, pessoas que ficaram sem comida ou passaram um dia ou mais sem comer - atingiu 14% em 2020, um total de 92,8 milhões de pessoas, contra 47,6 milhões de pessoas em 2014.

Recorte de gênero - A insegurança alimentar não afetou igualmente homens e mulheres. Em 2020, 41,8% das mulheres na região sofriam com insegurança alimentar moderada ou severa, em comparação com 32,2% dos homens. Essa disparidade tem aumentado nos últimos 6 anos e foi de 6,4% em 2019 para 9,6% em 2020.

“Este relatório nos mostra a dura realidade que devemos enfrentar de frente para mitigar a situação da população mais vulnerável. Ao expandir os sistemas nacionais de proteção social, por exemplo, os governos podem alcançar os mais necessitados com assistência para ajudá-los a superar esses tempos difíceis”, disse Lola Castro, diretora regional do WFP para a América Latina e o Caribe.

Sobrepeso e obesidade - O Panorama alerta que a região também sofre com outras formas de desnutrição: 106 milhões de pessoas - uma em cada quatro adultos - vivem com obesidade na América Latina e no Caribe.

Foram registrados aumentos significativos na prevalência de obesidade entre 2000 e 2016: alta de 9,5% no Caribe, 8,2% na Mesoamérica e 7,2% na América do Sul.

Segundo a diretora da OPAS, Carissa F Etienne, “continuamos perdendo a batalha contra todas as formas de desnutrição e estamos longe de poder garantir uma alimentação saudável para toda a população”.

O sobrepeso infantil também está aumentando há 20 anos na região e, em 2020, 3,9 milhões de crianças - 7,5% menores de cinco anos - estavam com sobrepeso, quase 2% acima da média mundial. A América do Sul mostra a maior prevalência de sobrepeso em crianças, 8,2%, seguida pelo Caribe com 6,6% e a Mesoamérica com 6,3%.

Embora a América Latina e o Caribe tenham mostrado um progresso importante na redução da baixa estatura em crianças, tendo reduzido sua prevalência de 18% para 11,3% em 20 anos, entre 2012 e 2020, a taxa de redução diminuiu. A prevalência regional de definhamento em crianças é de 1,3%, significativamente menor do que a média mundial de 6,7%. 

“Na América Latina e no Caribe, a COVID-19 agravou uma crise de desnutrição pré-existente. Com os serviços interrompidos e os meios de subsistência devastados, as famílias estão achando mais difícil colocar alimentos saudáveis ​​na mesa, deixando muitas crianças com fome e outras com excesso de peso. Para que as crianças cresçam saudáveis, precisamos garantir que todas as famílias tenham acesso a alimentos nutritivos e acessíveis.” A avaliação foi de Jean Gough, diretora regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe. 

Apelo urgente - O relatório conjunto da ONU apela por ações urgentes para conter o aumento da fome, da insegurança alimentar e da desnutrição em todas as suas formas, exortando os países da região a agir rapidamente para transformar seus sistemas agroalimentares e torná-los mais eficientes, resilientes, inclusivos e sustentáveis, para fornecer dietas saudáveis ​​para todos.

“Se queremos acabar com a fome e proporcionar bem-estar e vida saudável às pessoas nas Américas, temos que transformar nossos sistemas agrícolas e alimentares para fornecer uma alimentação saudável para todos e não deixar ninguém para trás.”

Carissa F Etienne, diretora da OPAS.

TXAI E ALMIR SURUI - RODA VIDA - CULTURA

https://www.youtube.com/watch?v=c685bptJSHo 



sábado, 27 de novembro de 2021

SONS DA NATUREZA - CATARATAS DO IGUAÇU - PR - BRASIL

https://www.youtube.com/watch?v=q8BOGYXfC64 



SONS DA NATUREZA - FLORESTA AMAZONICA

https://www.youtube.com/watch?v=kZMBJckoLr0 



SONS DA NATUREZA


https://www.youtube.com/watch?v=74nm7vb4HPI




A ARTE DE ADRIANA ARAÚJO - CULTURA AFROBRASILEIRA

https://www.youtube.com/watch?v=b-alHfDZ7ng 



A ARTE DE DONA IVONE LARA - CULTURA BRASILEIRA

    DONA IVONE LARA - UMA 'JOIA RARA...'  ÍCONE DA CULTURA BRASILEIRA - 

  https://youtu.be/1OY7W1VPBRg



AS VARIANTES DO CORONAVÍRUS E A NÃO DISCRIMINAÇÃO DOS PAÍSES QUE COMPARTILHAM DESCOBERTAS CIENTÍFICAS

 FONTE: ONU - BRASIL

f"Não discrimine os países que compartilham suas descobertas", disse uma líder técnica da OMS diante do fato que países como a Grã-Bretanha, França e Israel cancelaram voos diretos da África do Sul e nações vizinhas. O motivo foi a identificação de uma nova variante do coronavírus classificada como B 1.1.529, e identificada na África do Sul e em Botswana.

Um painel da agência de saúde da ONU se reuniu em Genebra para avaliar o impacto da descoberta. No momento, os pesquisadores estão tentando determinar se estão diante de uma nova variante de preocupação, onde as mutações estão localizadas no genoma do vírus e o que elas podem representar em termos de diagnósticos, terapias e vacinas. 

De acordo com as autoridades de saúde sul-africanas, até agora menos de 100 casos da nova variante foram confirmados, a grande maioria em pessoas mais jovens, que são o grupo com as taxas de vacinação mais baixas na região. Enquanto isso, os especialistas da OMS reforçam que, para proteger a si e aos outros, usar máscaras e evitar aglomerações ainda são as medidas mais recomendadas.

Legenda: Um teste drive governamental de COVID-19 em Joanesburgo, África do Sul, onde foi localizada a nova variante
Foto: © James Oatway/IMF

Um painel da Organização Mundial de Saúde (OMS) se reuniu na sexta-feira (26) para avaliar o impacto potencial da nova variante do coronavírus classificada como B 1.1.529, identificada na África do Sul e em Botswana. Durante o encontro, a agência de saúde das Nações Unidas também fez um apelo a todos países contra a discriminação das nações que descobrem novas variantes do vírus. A agência insistiu que toda restrição de viagem deve ser amparada por comprovação científica. 

  De acordo com a líder técnica do COVID-19 da OMS, Dra. Maria Van Kerkhove, as informações sobre a nova variante ainda são limitadas. “Existem menos de 100 sequências de genoma completas disponíveis, não sabemos muito sobre isso ainda. O que sabemos é que essa variante tem um grande número de mutações, e a preocupação é que quando você tem tantas mutações isso pode ter um impacto no comportamento do vírus”, disse ela, durante uma sessão de perguntas e respostas no Twitter.

  A especialista explicou que os pesquisadores estão tentando determinar onde as mutações estão e o que elas podem representar em termos de diagnósticos, terapias e vacinas. “Levará algumas semanas para entendermos o impacto que essa variante tem, há muito trabalho em andamento. É uma variante que está sendo monitorada. O grupo de assessoria técnica (OMS) vai discutir se isso se tornará uma variante de interesse ou uma variante de preocupação e, se for o caso, daremos um nome grego, mas é algo a se observar”, acrescentou.

  Contra a discriminação - Maria Van Kerkhove agredeceu aos pesquisadores da África do Sul e de Botswana pelo compartilhamento de informações com a agência de saúde da ONU, e fez um apelo contra a discriminação dos países que identificam novas variantes.

“Não discrimine países que compartilham suas descobertas abertamente”, a líder técnica da OMS insistiu, uma vez que países como Grã-Bretanha, França e Israel cancelaram voos diretos da África do Sul e nações vizinhas.

De acordo com as autoridades de saúde sul-africanas, até agora menos de 100 casos da nova variante foram confirmados, a grande maioria em pessoas mais jovens, que são o grupo com as taxas de vacinação mais baixas no país.

“Os países já podem fazer muito em termos de vigilância e sequenciamento para combater esta variante e entender mais sobre ela ... Então, neste momento, implementar medidas de viagem está sendo advertido contra", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, a jornalistas em Genebra.

Proteger a si e aos outros - Os especialistas da OMS reforçaram que, para proteger a si e aos outros, usar máscaras e evitar aglomerações ainda são as medidas mais recomendadas. 

"Precisamos entender de uma vez por todas que quanto mais esse vírus vicioso circula mais oportunidades ele tem de se reproduzir e mais mutações vão aparecer" - Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS.

"Vacine-se assim que possível, se certifique de tomar as duas doses e garanta que tomará todas as medidas para reduzir a sua exposição e não passar o vírus adiante", acrescentou a especialista.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

SONS DA NATUREZA

https://www.youtube.com/watch?v=ir0dlzAvs2A 



A SOCIOLOGIA E O MEIO AMBIENTE


  O Jornal Oecoambiental que trabalha na comunicação e educação socioambiental, contextualiza definições conceituais sobre a realidade do mundo pós-pandemia, das crises econômicas e conflitos socioambientais no século XXI.

   Todas as áreas da ciência e dos saberes humanos procuram compreender, estudar e agir na busca de soluções aos conflitos socioambientais. No caso da crise sanitária da pandemia atual, houve uma mobilização de várias áreas científicas para a produção de vacinas. A pandemia e suas variantes são efeitos da ação antrópica (ação humana que tem alterado as condições socioambientais da Terra).

  Agravando este quadro temos a crise humanitária: do crescente aumento da miséria, da pobreza e desigualdades sociais e econômicas, na maioria das sociedades, e os efeitos que as mudanças climáticas estão provocando em populações, afetando a vida de todos os seres humanos, o meio ambiente. O mundo necessita cada vez mais “vacinas” que vençam a miséria e a fome que assolam a humanidade.

   Os problemas e conflitos socioambientais são um desafio para a ciência, os saberes e todas as sociedades. A valorização da informação, educação, cultura, saberes socioambientais que possam dar subsídios e alternativas de superação destes conflitos são fundamentais. São problemas de toda a sociedade: sociedade civil, pessoas, instituições,  setores empresariais, governamentais.

   O mundo está em transição para sociedades de tecnologias, de relações socioambientais sustentáveis. O desafio é realizar esta transição produzindo soluções imediatas e eficazes para construir a sustentabilidade, que se baseia na valorização dos seres humanos e do meio ambiente, do qual fazemos parte.

 

As Ciências Sociais e o Meio Ambiente

 

As Ciências Sociais

   A Sociologia é o estudo das relações ou interações entre as pessoas no tempo e no espaço. À medida que essas relações se repetem e se tornam estáveis, elas configuram padrões ou estruturas sociais. Algumas destas estruturas sociais são: as famílias, os grupos, as associações, as empresas, as sociedades, os Estados.

  



SOCIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

Algumas definições:

  Autores clássicos das Ciências Sociais como: Marx e Engels (1961), Weber e Durkheim (1954,1982), todos escreveram sobre o relacionamento entre sociedades humanas e o meio ambiente natural. Contudo, o termo "Sociologia do meio ambiente" não foi utilizado até 1971. Em 1976, A Sociedade Americana de Sociologia designou uma seção para a área. Em 1978, Catton e Dunlop publicaram a primeira tentativa de proporcionar uma definição explícita da área de sociologia do meio ambiente. E, não foi antes de 1990 que a Sociedade Internacional de Sociologia formou o seu primeiro grupo com interesse específico em sociologia do meio ambiente.

  Hoje em dia, a sociologia do meio ambiente procura incorporar mais variáveis científicas naturais, perspectivas e até paradigmas em seus métodos, teorias e literatura.

   O aumento do crescimento e do interesse em perspectivas multi e interdisciplinares também acrescentou em amplitude para o aprofundamento da sociologia do meio ambiente. (CATTON & DUNLAP, 1978 a; REDCLIFT & WOODGATE, 1997).

  A Sociologia do meio ambiente tem sido definida de diversas maneiras. Entre as várias definições, Buttel (1996) proporciona um começo útil. Ele nota que hoje em dia a essência da sociologia do meio ambiente tem sido de recuperar e revelar a materialidade da estrutura e vida social, e o faz de maneira a produzir entendimentos relevantes de modo a resolver problemas ambientais. Esta definição reconhece ao mesmo tempo a centralização da verdadeira natureza física do meio ambiente e o papel representado pelas construções sociais da natureza.

 A união da natureza física e das construções sociais da natureza permanece atualmente como a principal preocupação para a sociologia ambiental. Na verdade, a habilidade de unir estes conceitos aparece como o centro da pretensão da área de ser a melhor das áreas da sociologia a se aplicar a um dos maiores problemas mundiais - o declínio do meio ambiente. Com o final da Guerra Fria, as preocupações sobre o aquecimento global e mudanças no meio ambiente mundial tomaram o lugar das preocupações com a guerra nuclear. Sendo assim, a sociologia do meio ambiente tem ocupado o cenário central na relação dos problemas mundiais (VAILLANCOURT, 1995). Neste contexto, a sociologia do meio ambiente está preocupada com uma vasta gama de questões, campos de estudo e disciplinas. (Samuel A. McReynolds).



   O QUE É  SOCIOAMBIENTAL
 
   É a relação entre os seres humanos, 
a sociedade e o meio ambiente. Nas sociedades
contemporâneas complexas, encontramos
uma variedade de possibilidades de estruturas
sociais.   Diante as ações antrópicas que estão 
interferindo nas condições de meio
ambiente atuais, as ciências sociais, assim
como todas as ciências, focam os conflitos
ou problemas socioambientais, como objeto 
de pesquisa e estudos científicos. O saber
científico e os saberes de povos originários
que valorizam e respeitam o meio ambiente,
estão produzindo conhecimentos sobre os 
conflitos socioambientais, gerando soluções
 em direção da construção da
 sustentabilidade. 

 O QUE É 
O ANTROPOCENO

   Devido às alterações que os humanos estão gerando no clima e na biodiversidade do planeta, alguns especialistas consideram que entramos no antropoceno, uma nova época geológica que se seguiria ao holoceno, o período com temperaturas mais quentes após a última glaciação. O conceito "antropoceno" — do grego anthropos, que significa humano, e kainos, que significa novo — foi popularizado em 2000 pelo químico holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de química em 1995, para designar uma nova época geológica caracterizada pelo impacto do homem na Terra.