quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O ALARME DO TERCEIRO POLO: UM DIÁLOGO DO JORNAL OECOAMBIENTAL E A IA SOBRE A TRAGÉDIA SOCIOAMBIENTAL NO NEPAL


Foto: Avalanche Nepal-div.

EDITORIAL


O Alarme do Terceiro Polo: um diálogo do Jornal Oecoambiental e a IA

O que a tragédia do Nepal e Tibete nos ensina sobre o ponto de não retorno climático

  A crise climática coloca a humanidade em questionamento. Problemas climáticos afetam populações, rompem fronteiras, colocam em cheque em todo o mundo a capacidade de resiliência de defesas civis, de campanhas humanitárias, a eficiência de órgãos que monitoram catástrofes ambientais, extremos climáticos e suas consequências locais e globais.

   O caso recente da avalanche catastrófica no Nepal e Tibete causa comoção e preocupação global pelo fato de uma das possíveis causas desta crise socioambiental ser o degelo de parte do Himalaia. 

  Sabemos que há necessidade de se pesquisar as reais causas e explicá-las da forma mais correta cientificamente. A grande questão é que desde muito a comunidade internacional e científica vem chamando a atenção que um dos indicadores para o agravamento das mudanças climáticas são os degelos. Agindo com transparência para nossos leitores consultamos a IA sobre o assunto e expomos aqui a gravidade da situação.

 Leia nosso diálogo com a IA  e como ela explica a gravidade climática com mais este indicador da crise socioambiental que o mundo acompanha em tempo real...

Neste editorial, a redação do Jornal Oecoambiental dialoga com ferramentas de inteligência artificial para traduzir a complexidade científica por trás do recente colapso no Himalaia e debater os mecanismos urgentes de defesa que as comunidades locais precisam adotar ao redor do mundo.
"O Terceiro Polo deixou de ser um estabilizador térmico para se tornar um acelerador do aquecimento global."
O recente desabamento massivo na fronteira entre o Nepal e o Tibete — onde um bloco monumental de rocha e gelo se desprendeu de uma geleira — não pode ser lido como um mero capricho da natureza. Trata-se de um sinal físico e inequívoco de que o planeta está cruzando fronteiras invisíveis e perigosas. Ao olharmos para o Himalaia, região frequentemente chamada de Terceiro Polo por abrigar a maior reserva de água doce do mundo fora das calotas polares, o que testemunhamos é o estalar de um sistema climático que atinge o seu ponto de não retorno.
A Gravidade do Degelo: O Alarme Global
Para compreender o peso desse evento, a ciência nos aponta que o aquecimento global alterou a própria física da alta montanha. Essa desestabilização se manifesta em três níveis críticos de gravidade:
  • O Colapso da Estrutura Invisível: O aumento contínuo das temperaturas derreteu o gelo profundo que funcionava como o cimento natural dessas cordilheiras. Sem essa liga congelada, encostas inteiras perdem a sustentação mecânica. Avalanches massivas tornam-se o novo normal.
  • O "Escudo de Espelhos Partido": A neve e o gelo possuem a função vital de refletir a radiação solar de volta ao espaço. Com o derretimento acelerado, a rocha escura fica exposta e passa a funcionar como o asfalto quente de uma metrópole, absorvendo o calor e acelerando o próprio derretimento em um ciclo que se alimenta do colapso.
  • O Ponto de Não Retorno (Tipping Point): Entramos em um efeito dominó irreversível na escala de tempo humana. Mesmo que zerássemos as emissões de carbono hoje, o calor já acumulado continuará a derreter o solo congelado (permafrost). Esse degelo libera bilhões de toneladas de metano e CO₂ antigos, retirando o controle climático das mãos da humanidade. O Terceiro Polo deixou de ser um estabilizador térmico para se tornar um acelerador do aquecimento.
Os Desafios para as Comunidades: A Barreira para a Precaução Eficaz
Diante de um diagnóstico tão severo, o maior desafio global migrou da constatação para a sobrevivência. Como preparar populações locais para enfrentar um cenário onde as catástrofes se manifestam de formas distintas — seja em avalanches na Ásia, secas extremas na Europa ou temporais devastadores nas periferias urbanas da América Latina?
A resposta exige superar três grandes barreiras estruturais:
  • A Falha da Tecnologia de Cima para Baixo: Sistemas tradicionais dependem de satélites ou estações estatais que muitas vezes enviam alertas tarde demais ou são destruídos pela própria força da catástrofe. A verdadeira segurança nasce no quintal, colocando sensores simples, pluviômetros artesanais e planos de fuga nas mãos dos moradores.
  • A Desigualdade de Recursos e Informação: Comunidades vulneráveis na linha de frente costumam ser as que têm menos acesso a fundos financeiros e treinamento técnico. O conhecimento científico raramente é traduzido para a linguagem prática de quem precisa desocupar uma encosta ou mudar a dinâmica de plantio.
  • O Vazio de Governança Local: O maior obstáculo para a precaução é a centralização política. As decisões sobre onde investir em defesas naturais e infraestrutura verde são tomadas em gabinetes distantes por burocratas, ignorando o conhecimento empírico das populações tradicionais e locais que convivem diariamente com as transformações da terra.
O Chamado à Ação Coletiva
O colapso na fronteira do Nepal e do Tibete não é uma tragédia regionalizada; é um espelho do futuro de todas as nações que negligenciam a adaptação climática. O que o Himalaia nos ensina, sob o custo trágico de vidas e paisagens devastadas, é que a arrogância de soluções puramente tecnológicas e centralizadas faliu. Não há satélite no espaço que salve uma comunidade se ela não tiver o poder, o recurso e o treinamento para abandonar a área de risco a tempo.
Portanto, o combate à crise climática global precisa passar por uma revolução de governança: o dinheiro dos fundos de transição ecológica deve chegar à base, eliminando a burocracia que sufoca os comitês de bairro, as brigadas de incêndio rurais e os líderes comunitários. A resiliência humana diante de um planeta em mutação irreversível não será construída de cima para baixo. Ela começará nos quintais, nas encostas reflorestadas, nas bacias hidrográficas protegidas por quem nelas bebe e vive.
Ouvir a ciência e dialogar com a tecnologia são passos fundamentais, mas o Alarme do Terceiro Polo nos avisa que a proteção climática não pode mais ficar trancada em gabinetes. Se não transferirmos o poder de decisão e os recursos financeiros para a linha de frente de nossas comunidades, a humanidade continuará a assistir, paralisada e em silêncio, ao desmoronamento de seu próprio futuro.

   

Envie seus comentários e sugestões 


ARTIGO DE PEDRO TEIXEIRA CASTILHO

    Publicamos em sequências o seguinte artigo de Pedro Teixeira Castilho :  Formas de mal-estar no campo da educação: sintoma, inibição e angústia nos fracassos escolares -  para que nossos leitores possam ter acesso a produção acadêmica de qualidade na área das Ciências Humanas, no caso a psicologia,  a fim de ampliar os horizontes sobre a informação e produção de conhecimentos que visa compreender os seres humanos e contribuir para uma melhor qualidade de vida da população.  O texto abrange a área da psicologia da educação e tudo que diz respeito a educação pertence a toda sociedade. Importante salientar que os saberes são muitos ( acadêmicos ou não)  e conviver com o respeito aos saberes faz parte das atitudes da valorização dos seres humanos que estão contribuindo para a construção da sustentabilidade.


Formas de mal-estar no campo da educação: sintoma, inibição e angústia nos fracassos escolares

Pedro T. Castilho

Psicanalista e professor da UFMG


PARTE 1 


A cientificização das dificuldades de aprendizagem durante o processo de 
construção de conhecimento vem produzindo uma segregação no ambiente escolar. 
Nos dias atuais, é bastante comum a interpretação dos sintomas, dos fracassos e dos 
impasses na transmissão estarem ligadas à sua disfunção cognitiva e médicas sem 
levar em consideração a perspectiva psicanalítica destas dificuldades. A consequência 
desta prática é a segregação que acaba produzindo o “aluno problema”. Sendo assim, 
pretendemos demonstrar como os problemas de aprendizagem estão sendo tratados se 
levarmos em consideração uma abordagem médica que não trata da questão libidinal 
no processo da aprendizagem. 
Palavras-chaves: aprendizagem; biopoder; pulsão; segregação; psicanálise. 

Introdução

 

A cientificização das dificuldades de aprendizagem durante o processo de 
construção de conhecimento produz uma segregação no ambiente escolar. Nos 
dias atuais, é bastante comum a interpretação de que os sintomas, os fracassos 
e os impasses na transmissão estão ligados a disfunções cognitivas e médicas, 
sem levar em consideração a perspectiva psicanalítica dessas dificuldades. A 
consequência dessa prática é a segregação que, por sua vez, acaba produzindo o 
“aluno problema”. Sendo assim, pretendemos demonstrar como os problemas 
de aprendizagem estão sendo tratados com base nessa abordagem médica que 
desconsidera a questão libidinal no processo da aprendizagem.

 

A segregação do discurso da ciência

 

A nosografia psiquiátrica tem interferido nos diagnósticos da aprendizagem. 
Isso fica claro quando nos lembramos das famílias de crianças que aparecem 
nos consultórios dos psicanalistas com a nomenclatura diagnóstica “dis”. Será
isso o mesmo que ficou conhecido, outrora, como “problemas instrumentais”, 
também já catalogados como “problemas mentais” da criança e do adolescente? 
Nessa família de problemas instrumentais, haveria um intruso, do lado da disgrafia, 
juntamente com os problemas de expressão somática.
Essa família dos “dis” foi recentemente promovida, por diferentes nosografias 
internacionais em vigor (DSM IV e CID 10), a “problemas específicos de 
aprendizagem”, e notemos a esse propósito que, com a aproximação terminológica 
inaugurada, há uma vintena de anos, pelo uso corrente do DSM IV, a patologia 
se declina em “problemas” e não mais em “sintomas”.
Nesse sentido, com relação aos problemas de aprendizagem, a nomenclatura “dis” 
passou a ser algo comum nos diagnósticos. O dis é um prefixo tirado 
do grego dus, que exprime a ideia de mal, ou de falta, com uma noção privativa. 
Opõe-se a eu – que exprime a perfeição, o acabamento (euforia), e serve 
para reforçar o sentido de um termo desfavorável ou para destruir uma noção
favorável. Funciona, assim, como alternância à partícula privativa a-. Durante 
a história da Grécia antiga, esse prefixo teve um lugar de destaque, servindo 
para formar mais de mil palavras em todos os gêneros literários. É um elemento 
de composição muito antigo, igualmente produtivo em indo-iraniano (sânscrito 
dus-, dur), em alemão (no alemão antigo zur-) e celta (irlandês antigo du-, do). O 
dicionário indica em seguida que esse prefixo serviu, nos século XIX e XX, para 
formar um grande número de compostos, principalmente no domínio ilimitado 
da patologia médica (mau funcionamento, mau estado).
O desvio pela história da língua nos permite perceber algo do elo “orgânico” 
indispensável para se pôr no lugar, para que alguma coisa possa justamente 
se organizar, se enodar entre um sujeito candidato à aprendizagem e o objeto 
proposto. Trata-se de uma oferta de gozo que exibe a alienação do sujeito ao 
discurso da ciência. A terapêutica das disfunções cognitivas diagnosticadas busca 
adaptar o gozo do sujeito a um modelo hegemônico de disfunções intelectuais 
produzidas pelo discurso da ciência como deficit. Busca-se atingir, por meio de 
uma “ética do bem-estar”, um desempenho estipulado pela exigência da norma, 
apontando as “dificuldades da aprendizagem” ao que se produz como um “mal-
-estar na escola”, diante da segregação produzida pelo fracasso.
O fato é que nossa atualidade acusa a marcada prevalência de uma linha 
de pensamento, a que a sociologia da ciência chama “cientificismo”, que sus-
tenta que as ciências – sobretudo as exatas e as naturais – representam uma
forma de saber superior a todas as outras, posição ue encobre uma idealização
da ciência. Porém, desde que se trata de uma crença, isso já indica a vigência 
de um desmentido a seu respeito. E o desmentido, como sabemos, constitui o 
operador que define a perversão, entendida, a propósito, para além de qualquer 
apreensão visual das condutas e/ou das atividades sexuais em jogo.
Como dissemos, a ciência, no tocante a seus resultados, nos confronta, 
de modo incessante, com a relativa e frágil validade dos mesmos, chamando os 
problemas de aprendizagem de deficit. Podemos tomar um exemplo simples de 
nosso cotidiano: a computação – que é, de fato, um produto da tecnociência, 
uma aplicação da ciência –, em que, constantemente, se aponta tanto para a 
volatilidade de seus resultados quanto para a rapidez do envelhecimento e do 
conseguinte descarte, lapidador tanto do valor de uso como do valor de troca 
de seus elementos constitutivos e instrumentais.
Nesse sentido, Amery (2002) afirma que, no fim das contas, o Terceiro 
Reich fazia parte de “uma tendência evolutiva que surge com a secularização, 
a industrialização e o auge da ciência como meio de produção” (p. 14). A esse 
respeito, Agamben (1998) nos lembra que a “vida nua” permitiu aos nazistas 
realizar experiências com cobaias humanas, sob o pretexto de ampliar o progresso 
da ciência. Quem, senão a vida nua – reflete ironicamente o filósofo –, 
“poderia prover os nobres e enaltecedores ditames da ciência experimental, a fim 
de experimentar com meros corpos humanos, cujo valor é nulo na medida em 
que foram zoologizados de antemão?”. Assim começamos a marcar com nitidez 
empírica o laço vigente entre a ciência e o campo ao qual havia feito menção no 
início do artigo. Avancemos, observando, com Agamben, o seguinte: estudou-
-se o nível de tolerância à escassez de ar, com vistas, particularmente, a avaliar 
o que poderia acontecer com as reações dos pilotos aéreos e dos paraquedistas; 
investigou-se, também, “como se pode sobreviver em águas geladas, a potabilidade 
da água do mar, a inoculação de bactérias da febre petequial e do vírus da 
hepatite endêmica” (nesses dois últimos casos, objetivando encontrar condições 
de fabricar as respectivas vacinas). Também se tentou obter “a esterilização não 
cirúrgica por meio de substâncias químicas ou de radiação”; inclusive, “e de forma 
mais ocasional, projetou-se também experimentos sobre o transplante de rins, 
as inflamações celulares, etc.” (Agamben, 1998, p. 196-197). Mas o que não se 
percebe é a face segregadora do discurso da ciência. A positivização do fracasso 
escolar é consequência desse discurso.
Neste ponto, é importante evocar a metáfora, proposta por Agamben
(1988) do homo sacer o excluido do discurso da ciência: o que pode, sim,
o homo sacer, porque está fora da lei, é ser assassinado sem que esse assassinato 
constitua delito, portanto, fica reduzido, pela perda de todos os seus direitos, 
como acontece com aquele que entra no campo”. O que chama, então, Agambem 
de “vida nua”, seria a tradução moderna do homo sacer, ou seja, não a vida regida 
de acordo com o contrato social, mas a vida abandonada, a respeito da qual o 
resto dos falantes se encontra habilitado para atuar como soberano; seu corpo 
é aquele sobre o qual tudo pode ser executado, mas que ninguém dirá que foi 
sacrificado (Agamben, 1998, p. 129).
Agamben (1998) se distancia da clássica ideia de Rousseau, segundo a qual 
o Estado se funda em virtude da assinatura – obviamente implícita – de um 
contrato social. Na verdade, o Estado não consolida uma identidade nem confere 
um pertencimento. Tampouco se trata da conhecida lei simbólica que, com tanta 
frequência, discutimos como veículo de uma ordem libertadora, apaziguante e 
sedativa. Dessa maneira, a partir de Agamben (1998), é possível perceber que 
o discurso da ciência produz segregações, por meio de uma numerificação e da 
positivização dos fracassos escolares. A vida nua invade a escola e, consequentemente, 
se produz uma segregação. 
O conceito de dificuldade de aprendizagem é uma invenção da pedagogia 
do final do século XIX que surgiu a partir da reforma do sistema educativo cujo 
objetivo é a generalização da educação e a avaliação das aptidões linguísticas, 
matemáticas, de leitura e de escrita em um curto espaço de tempo. A partir daí, 
esse conceito encontrou um substrato científico na psiquiatria e na psicologia 
atual. 
Dessa forma, o diagnóstico organicista é dúbio, pois ajuda na resolução 
imediata do problema da criança na escola, livrando a família da culpa pela não 
aprendizagem e mau comportamento e também apresenta as consequências de 
se nomear alguém tão cedo com um diagnóstico de transtorno mental. 
Tratado pela psiquiatria como dificuldade de aprendizagem, esse conceito 
se equipara às deficiências mentais, depois de ter sido interpretado como déficit. 
As causas da deficiência mental se articulavam com as síndromes do sistema 
nervoso, isto é, as causas simples tinham suas origens em problemas orgânicos 
podendo ser exógenas com sequelas de encefalite ou por problemas endógenos, 
como os transtornos congênitos. 
Assim, com a psicologia e a psiquiatria, é possível observar fatores de lesão 
e de transmissão hereditários na constituição das causas essenciais das deficiências
mentais. A tendência em considerar as deficiências mentais como consequência
de síndromes deficitárias por lesões do sistema nervoso, mesmo que tenha como 
referência os neurologistas atuais, ignora a dimensão estrutural do psiquismo a 
partir da relação entre o desejo da mãe e o Nome-do-Pai. 
Quero aqui defender a ideia de que a situação que deve funcionar para 
que conhecimentos se transmitam ao longo de uma aprendizagem escolar, por 
exemplo, supõe a instauração de uma relação do professor/aprendiz suscetível, 
justamente para assegurar a transmissão do saber detido pelo professor. Nesse 
sentido, o processo de aprendizagem está desvinculado de qualquer gênese 
solipsista da “dificuldade de aprendizagem”, mas, sim, está próximo de uma 
referência sintomática. Assim, refutando qualquer herança orgânica, teríamos 
na relação do sujeito com o Outro a formação de sintomas de aprendizagem não 
mais como falhas ou desvios de comportamento, mas referências na formação 
do sintoma, da inibição e da angústia do sujeito.
Buscaremos, agora, os desdobramentos dessa maneira de se interpelar as 
relações e as construções do sintoma do ponto de vista analítico, levando em 
consideração, também, o campo da transmissão de saber e as relações institucionais 
 englobam o aluno em sala de aula. 

 




quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O COLAPSO DO DEGELO NA FRONTEIRA ENTRE O NEPAL E O TIBETE E O AQUECIMENTO GLOBAL

   

Foto: divulgação

  •  A China e o Nepal enfrentaram neste dia 26 de agosto uma avalanche devastadora de gelo, lama e pedras que provocou uma enxurrada que arrasou vilarejos na frenteira entre o Nepal e o Tibet. O cientista da Terra Dan Shugar, professor associado da Universidade de Calgary, disse que as imagens parecem indicar que uma grande quantidade de neve derreteu nas 24 horas anteriores ao desastre. 
  • O Serviço Geológico dos EUA (USGS) chegou a afirmar que registrou um terremoto na região, mas depois corrigiu a informação e declarou que o evento sísmico de magnitude 5,2 foi, na verdade, resultado do colapso de uma geleira.
  •    Esta tragédia tem forte relação com o aquecimento global segundo cientistas.   " Cientistas e glaciologistas explicam que o aumento contínuo das temperaturas enfraquece a estrutura das altas montanhas. No Himalaia, o permafrost (solo congelado por séculos) e as pontas das geleiras estão derretendo de forma acelerada. Embora um desabamento pontual envolva fatores locais do relevo, o aquecimento global cria o cenário de instabilidade que torna esses grandes colapsos mais frequentes e destrutivos." (NYT)
  •   É fato de que um único evento ligado as forças na natureza não pode ser justificado pelas mudanças climáticas. Mas  nesta avalanche ocorrida entre o Nepal e o Tibete, o desgelo foi tão forte que seu impacto foi confundido como um terremoto questionando e evidenciando que este fenômeno também se relaciona ao aquecimento global e que o mundo atravessa uma crise socioambiental crescente.  Fica uma triste contestação da própria natureza que nesta tragédia ceifou inúmeras vidas e devastou vilarejos, sendo que entre as vítimas existem pessoas de vários países por ser uma região de ponto de convergência espiritual de turistas.




domingo, 23 de agosto de 2026

A SOCIOLOGIA E A COMUNICAÇÃO SOCIOAMBIENTAL

Foto:Jornal Oecoambiental

 

Editorial

Sociologia e a comunicação socioambiental 

 

      A origem etimológica ¹ da palavra sociologia tem forma híbrida de duas línguas clássicas: do latim (socius – que significa companheiro, sócio ou sociedade) - do grego (logos – que significa estudo, razão, tratado). Literalmente sociologia se traduz em estudo da sociedade. Procura investigar e compreender a dinâmica das relações sociais.  Como as pessoas interagem culturalmente   criam e  transformam as organizações sociais.  

 

       A comunicação socioambiental visa difundir e produzir conhecimentos, divulgar as estratégias de diálogo e informação que une a pauta ecológica e a vida em comunidades e em sociedade  promovendo a conscientização e a gestão participativa de problemas ambientais.  

     O Jornal Oecoambiental surgiu do Encontro de Saberes - “Cidadania e o Meio Ambiente“ promovido por cidadãos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo  Horizonte. Fundamentado no Artigo 225 ² da Constituição brasileira. Possui uma abordagem socioambiental que busca investigar, analisar e contribuir para que as comunidades, as sociedades possam agir e resolver seus problemas e conflitos socioambientais. 

    Compreendendo que as relações socioambientais são dinâmicas difundimos saberes que informam uma produção contínua de conhecimentos que favorecem a precaução, a análise e as ações que as pessoas, instituições e governos empreendem para solucionar   os conflitos socioambientais.  

       Como as ações antrópicas ³ têm causado danos a própria espécie humana, ao meio ambiente, a transição energética em curso, as novas matrizes energéticas transformam continuamente o modo de produção das sociedades contemporâneas.  

     Novas formas de produção e consumo sustentáveis, promovem a educação socioambiental para que as pessoas conquistem tecnologias de melhor qualidade de vida “para as presentes e futuras gerações” como prevê o Artigo 225 da Constituição brasileira.  

 

  1. (1) Etimologia é o estudo da origem, da história e da evolução das palavras. 

  1. (2)Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. 

  1. (3)Ações ou intervenções antrópicas são aquelas realizadas ou provocadas pelos seres humanos 

ANUNCIE AQUI - DIVULGUE SEU TRABALHO, SUA MARCA QUE ESTÁ EM SINTONIA COM A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A CONSTRUÇÃO DA SUSTENTABILIDADE.