
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
INVESTIMENTOS SUSTENTÁVEIS NO BRASIL
INVESTIMENTOS SUSTENTÁVEIS NO BRASIL SÃO DISCUTIDOS EM EVENTO DA CEPAL
Fonte: ONU - BRASIL
- O relatório é fruto de uma cooperação técnica entre a CEPAL, o DIEESE e a FES para entender os impactos dos investimentos sustentáveis (ou “verdes”) sobre a dinâmica dos empregos no Brasil.
- A publicação inédita será lançada em um evento virtual que reúne autoridades no tema. Ele conta com a mediação do professor André Roncaglia, da UNIFESP, e com a participação do Senador Jaques Wagner, Sérgio Nobre, Carmen Foro e Ana Toni, entre outros.
- A ideia é expor diferentes visões de líderes de entidades trabalhistas e promover a discussão sobre a relevância da geração de emprego de trabalho de qualidade no contexto de uma recuperação transformadora com sustentabilidade e igualdade no Brasil.

Legenda: O relatório foi executado a partir de uma cooperação técnica entre a CEPAL, o DIEESE e a FES
Foto: © Guilherme Cunha/Unsplash
O Escritório no Brasil da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançará um relatório inédito sobre investimentos sustentáveis e empregos no Brasil. A publicação será comentada em um evento virtual de 17h às 19h (horário de Brasília), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e com a Representação no Brasil da Fundação Friedrich Ebert (FES).
Para acompanhar o lançamento ao vivo do relatório “O Big Push para a Sustentabilidade e a dinâmica do emprego, trabalho e renda: o trabalho no contexto da transformação social e ecológica da economia brasileira”, acesse aqui.
O evento acontece no âmbito do projeto “A dinâmica dos empregos e o Big Push para a Sustentabilidade no Brasil”, executado em uma cooperação técnica entre a CEPAL, o DIEESE e a FES. Ele contribui para expor diferentes visões de líderes de entidades trabalhistas e promove a discussão sobre a relevância da geração de emprego de trabalho de qualidade no contexto de uma recuperação transformadora com sustentabilidade e igualdade no Brasil.
O relatório final foi produzido em uma oficina virtual a partir da realização de entrevistas com atores ligados a investimentos selecionados em diversas áreas, como a indústria eólica, cisternas, reciclagem, assentamentos sustentáveis na Amazônia, entre outros. Também foram realizadas discussões com especialistas e lideranças sindicais, ambientalistas e de sustentabilidade.
As discussões serão moderadas pelo Professor André Roncaglia, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Palestrantes - Confira os palestrantes confirmados no Bloco I, que trará uma discussão e reflexões sobre o relatório:
- Senador Jaques Wagner (Presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado do Brasil);
- Sergio Nobre (Presidente da Central Única de Trabalhadores – CUT);
- Carmen Foro (Secretária Geral da Central Única de Trabalhadores – CUT);
- Ana Toni (Diretora Executiva do Instituto Clima e Sociedade - iCS).
Atores trabalhistas - Confira quem trará relatos e depoimentos, no Bloco II, sobre experiências de trabalho nos investimentos estudados no projeto:
- Felisbela Maria Costa Santos (Agricultora e Assentada);
- Suelen Ramos (Presidente da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Manaus e representante do Movimento Nacional de Catadores);
- Júlio Valério (Agricultor); e
Daniela Proner Canale (Chefe de Montagem em Campo de Turbinas Eólicas da WEG).
O encontro contará, também, com comentários de Patricia Pelatieri (Diretora Técnica Adjunta, DIEESE), Carlos Mussi (Diretor do Escritório da CEPAL no Brasil) e Christoph Heuser (Representante da FES no Brasil).
MATA DO PLANALTO - BELO HORIZONTE - MG
MOVIMENTO SALVE A MATA DO PLANALTO
União vitoriosa da comunidade em defesa do meio ambiente
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| Mata do Planalto - Belo Horizonte Foto: Divulgação |
Entrevista exclusiva do Jornal Oecoambiental com Magali Ferraz Trindade, presidente da Associação Comunitária do Planalto e Adjacências e do Movimento Salve a Mata do Planalto
Jornal Oecoambiental: Magali, quando você começou a
perceber a importância do meio ambiente para todos nós?
Magali: Sempre tive uma convivência harmoniosa com a natureza. Nasci
em um sitio na zona da Mata Mineira, na cidade de Mirai. Inclusive tem uma reserva
ecológica protegida por Lei, muitas nascentes, animais e muitas aves. Soube
desde de pequena a respeitar e amar a natureza.
Jornal Oecoambiental: Qual a importância da Mata do Planalto para
Belo Horizonte?
Magali: A Mata do Planalto se trata de um
ativo ambiental muito importante para a região Norte e pra cidade de BH. A Mata
possui cerca de 200.000 metros quadrados de Mata Atlântica. Possui animais,
vegetação na lista de extinção e mais de 68 espécies de aves. Ela é fonte de
recursos hídricos com mais de 20 nascentes que formam o Córrego do Bacuraus,
deságua no Rio das Velhas e correm pro rio São Francisco. É a nossa qualidade
de vida, purificação do ar, banco de sementes, temperatura mais amena, evita
inundações no entorno, garante a preservação das espécies e refúgio dos
pássaros. Estamos vivendo uma crise hídrica jamais vista devido ao
desmatamento. Preserva-la é a garantia
de se manter as nascentes e todos os seres ali existentes. Contudo, devido a
cidade estar cada dia mais árida, manter a Mata do Planalto em toda sua
amplitude é colaborar com a cidade com seu verde, sua beleza e o manancial, que
muito colabora o abastecimento de BH.
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| Mata do Planalto Foto: Divulgação |
Jornal Oecoambiental: Como teve início o movimento pela
preservação da mata?
Jornal Oecoambiental: Quais as conquistas e vitórias o
Movimento da Mata do Planalto tem alcançado?
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| Nascente da Mata do Planalto Foto: divulgação |
Jornal Oecoambiental: Quais os principais desafios que o movimento enfrenta?
Magali: A participação popular é fundamental. Temos que ter consciência que devemos lutar pelos nossos direitos, tendo em vista, que já perdemos 1/3 da cobertura vegetal da cidade. A destruição do verde é desumana e desnecessária. Não podemos permitir que a vontade popular seja atropelada e criminosamente destruir o nosso planeta terra. Nós somos o meio ambiente e devemos garantir a vida em toda a sua amplitude.
A Lei Federal no seu artigo 225 reza: "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".. Nós é que temos que mostrar a nossa força e lutarmos para se garantir a nossa qualidade de vida e deixarmos um legado para as presentes e futuras gerações.
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
JOVENS AFRODESCENDENTES REPRESENTAM O BRASIL EM FÓRUM INTERNACIONAL
Jovens lideranças negras representam o Brasil em Fórum Internacional na Costa Rica
FONTE: ONU - BRASIL
- O governo da Costa Rica realizou o “Fórum Internacional de Alto Nível: Reafirmando o Compromisso das Pessoas Afrodescendentes por Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”.
- O evento, que tem apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), marcou o primeiro Dia Internacional de Pessoas Afrodescendentes, celebrado em 31 de agosto.
- Para o secretário-geral da ONU, a data é, ao mesmo tempo, uma celebração das enormes contribuições dos afrodescendentes, um reconhecimento há muito esperado das profundas injustiças e discriminação sistêmica enfrentados por eles até hoje; e um apelo urgente à ação de todos, em todos os lugares, para se comprometerem a erradicar o mal do racismo.
- Os brasileiros Daniel Paixão, fundador do projeto Fruto de Favela, de Pernambuco, e a ativista, pesquisadora e assistente de programa do UNFPA Brasil Midiã Noelle compartilharam experiências durante o evento, a convite do UNFPA.

Legenda: A assistente de programa do UNFPA, Midiã Noelle (ao centro) e o ativista Daniel Paixão (à direita) foram convidados pelo UNFPA
Foto: © Fórum Alto Nível
Em celebração ao último 31 de agosto, comemorado pela primeira vez como o Dia Internacional de Pessoas Afrodescendentes, o governo da Costa Rica realiza o “Fórum Internacional de Alto Nível: Reafirmando o Compromisso das Pessoas Afrodescendentes por Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”. O evento, que tem apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), contou com a participação de jovens lideranças negras brasileiras, que falaram, a convite do UNFPA, sobre enfrentamento ao racismo, violência contra a comunidade negra e ações afirmativas, entre outras coisas.
O fundador do projeto Fruto de Favela, Daniel Paixão, compartilhou um pouco de sua trajetória como um jovem ativista em sua comunidade, na cidade de Paulista, em Pernambuco, e ressaltou a importância dos investimentos na juventude e em seus potenciais.
Daniel é integrante do Observatório da Juventude e participou da Roda das Juventudes Já!, promovidas pelo Fundo de População da ONU em parceria com outras organizações. “Fico muito grato de ter oportunidade de poder dialogar e compartilhar experiências com jovens de outras nações, para construir soluções e ações afirmativas com o objetivo de combater as problemáticas raciais e as desigualdades, que acabam dificultando nossas vivências em diversos territórios. Estou lisonjeado de poder estar nesse espaço e por aprender, sobretudo. Vou retornar ao Brasil com mais garra e energia”, afirmou.

Legenda: Representantes de vários países que se apresentaram no Fórum ao lado do diretor regional do Fundo de População da ONU, Harold Robinson (à esq)
Foto: © UNFPA
Também integrou o fórum como convidada a ativista e assistente de programa do UNFPA Brasil Midiã Noelle, que é mestre em cultura e pesquisadora dos temas de violência, comunicação e juventude. “Durante o evento, falei sobre como o racismo é estrutural e se encontra de forma institucionalizada nos setores público e privado, afetando diretamente a vida dos e das jovens”, acrescenta.
Ela partilhou ainda boas práticas de oportunidades para jovens negros e negras. “Nesse sentido, compartilhei a experiência do UNFPA Brasil com o Estágio Afirmativo, assim como outras ações que viabilizem o acesso e permanência de pessoas negras em espaços de tomada de decisão e poder”, conclui.
Dia Internacional - Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, o primeiro Dia Internacional de Pessoas Afrodescendentes é, ao mesmo tempo, uma celebração das enormes contribuições dos afrodescendentes em todos os campos da atividade humana, um reconhecimento há muito esperado das profundas injustiças e discriminação sistêmica que os afrodescendentes têm sofrido por séculos e continuam a enfrentar hoje; e um apelo urgente à ação de todos, em todos os lugares, para se comprometerem a erradicar o mal do racismo.
"Reconhecer o legado entrincheirado da escravidão, reparar os erros da história e destruir a mentira maligna da supremacia exige persistência e ação todos os dias, em todos os níveis, em todas as sociedades", destacou Guterres, em seu discurso.
O secretário-geral lembrou projeto e iniciativas da ONU para combater o racismo, como o projeto Rota dos Escravos da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e a iniciativa do Fundo das Nações Unidas para Atividades Populacionais (UNFPA) para investir em jovens afrodescendentes.
Guterres também citou a Agenda Rumo a Mudanças Transformativas para Justiça e Igualdade Racial lançada pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH), que busca desmantelar o racismo sistêmico, garantir a responsabilização e fornecer justiça reparatória. Além disso, a Assembleia Geral iniciou o Fórum Permanente sobre Afrodescendentes e Conselho de Direitos Humanos estabeleceu um novo mecanismo independente para promover a justiça racial e a igualdade na aplicação da lei.
"Juntos, vamos nos comprometer a fazer nossa parte e levar adiante a promessa de igualdade, justiça e dignidade para todos", conclamou Guterres.
O evento - O “Fórum Internacional de Alto Nível: Reafirmando o Compromisso das Pessoas Afrodescendentes por Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento” tem o objetivo de avaliar os avanços e os desafios da implementação da agenda da Década Internacional de Pessoas Afrodescendentes, que começou em 2014 e segue até 2015. O Fórum também discute outros compromissos pactuados internacionalmente em defesa dos direitos das pessoas afrodescendentes, como a Conferência de Durban e a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD). O evento segue sendo realizado até 4 de setembro.
OS ESCOTEIROS E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL
OBS.: Vídeo retrata acontecimentos antes do surgimento da pandemia.
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