O conceito de Oikos tem suas raízes na filosofia grega antiga, especialmente na obra de filósofos como Aristóteles e Platão. Para esses pensadores, a ideia de Oikos estava intimamente ligada à noção de harmonia e equilíbrio entre os elementos que compõem o universo. Com o passar dos séculos, o conceito de Oikos foi se desenvolvendo e se adaptando às mudanças sociais, políticas e ambientais.
Oikos deu origem à palavra Okologie, introduzida na língua alemã no século XIX, tendo passado para a língua inglesa como Ecology, e propagada na maior parte das línguas europeias com uma fonética semelhante à palavra alemã ou inglesa. Ou seja, ECOLOGIA... ECO, que significa CASA. E a palavra “casa” é uma excelente metáfora para o ambiente.
O prefixo ECO acompanha inúmeras palavras na nossa cultura, desde a ECO SEXUALIDADE – que vem a ser ‘amor à natureza’, deixar de considerar a mesma como ‘uma mãe que dá tudo’ para considerá-la ‘uma amante que cobra retorno’ ... Até a ECO ESPIRITUALIDADE – que significa, também, ‘amor à natureza’ – mas tem a ver com nossa ancestralidade e a apropriação e a vivência da mesma (e não tem a ver com religião...).
A eco espiritualidade nos aponta saídas para o cuidado com a natureza que passam pela consciência e participação, ou seja, se sentir e atuar enquanto sujeito, transformadores do mundo e não apenas reprodutores. Passa, portanto, pelo desenvolvimento de uma visão política, ou seja, uma visão – e construção – de um mundo mais inclusivo, mais bonito, mais ‘ecológico’. E passa pela aprendizagem – e a prática – do conceito de ECOLOGIA INTERNA: A ecologia pode começar do lado de dentro, quando tomamos medidas internas - uma ação pode mudar nossa concepção e uma mudança de concepção pode levar a uma mudança de ação - e então algo estará, efetivamente, se estabelecendo no mundo – interno e externo.
Podemos praticar alguns exercícios simples de harmonização do nosso interior. Acreditamos, também, na inteligência emocional como um treinamento para a ecologia interna... e a "ecologia relacional" (um ‘novo eco’):
1. Eu me sinto... (fale das suas emoções);
2. Me conta mais sobre isso... (fale com as pessoas);
3. Sinto muito... (pratique);
4. Estou te ouvindo... (diga às pessoas, e pratique);
5. Entendo o que você está dizendo, penso (ou sinto) de outra forma...;
6. Obrigado! ... (diga sempre);
7. Como você se sente em relação a isso? (crie o hábito de perguntar...);
8. O que você quer dizer com isso? (pergunte sempre, evite fazer conclusões);
9. Treine sempre a respiração diafragmática, mais profunda;
10. Ria... cante... dance ... e tome café...
Trechos da parte VI – Todos os ECOS do mundo - do livro Pra tudo tem um samba, SANTUZA TU (Santuza Rodrigues): Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante, escritora, co-fundadora do Coletivo SBC, autora do livro, realiza projetos sócio culturais em BH e Minas Gerais. Contato: tusantuza@gmail.com
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