sábado, 10 de janeiro de 2026
GERAÇÃO DE ENERGIA ATRAVÉS DAS PLANTAS
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
DIA DE REIS - 6 de Janeiro
FELIZ DIA DE REIS E 2026
- O JORNAL OECOAMBIENTAL deseja que o Dia de Reis traga paz, amor, felicidades, harmonia, sabedoria do que é prosperidade as famílias brasileiras e ao mundo.
- Que 2026 seja um ano em que possamos agir em defesa da vida, da conquista de melhores condições socioambientais em nossas comunidades, cidades, no Brasil e o no mundo.
- Que possamos encontrar nos corações de todas as pessoas a força para vencer as energias que degradam a humanidade e a biodiversidade da Terra.
- Que possamos perceber o valor dos recursos naturais e dos seres humanos que podem construir sociedades mais justas e fraternas.
- Que possamos agir e nos defender das consequências das mudanças climáticas. Que se multipliquem e se façam ecoar as ações, projetos e iniciativas que trazem soluções para a crise climática, o combate a fome e a pobreza, que vençam o racismo, as intolerâncias étnicas, culturais. E a construção da sustentabilidade seja festejada.
- Que posamos construir comunidades sustentáveis que possam ter mais visibilidade, divulgação e continuidade.
- Que possamos manter nossa Fé através de ações de união das melhores energias das pessoas em todo mundo. Estas energias que nos mantêm convictos de que podemos vencer pela paz, solidariedade, fraternidade os conflitos entre os humanos e entre Nações.
- Que as pessoas em 2026 possam abrir caminhos de paz e amor e não de destruição. Quando seguimos o caminho do cuidado com nossa espécie humana e a natureza aprendemos o valor de se plantar e cuidar de uma árvore, de repartir o pão, de cuidar das nascentes, das águas que alguns insistem em se privatizar. Um direito que é sagrado para todos os seres vivos. Por que para algumas espécies o direito a água é nato e para os seres humanos alguns se colocam no caminho de "privatizar" ou destruir o que é direito de todos os seres vivos e da biodiversidade, da Terra ?
- Que possamos aprender a valorizar e não degradar as belezas e os recursos naturais da Terra.
- A construção da sustentabilidade só é possível através da valorização dos seres humanos e da natureza da qual nós fazemos parte. Os valores do mundo atual precisam ser reescritos e internalizados. Precisamos construir políticas de vida e paz. A ideologia do consumo ilimitado, do ter a qualquer preço, da ganância e da degradação devem ser substituídas pelo que de fato nos faz feliz. Este caminho é nossa verdadeira tecnologia. Acabar com a fome a miséria, a degradação da natureza é possível utilizando nossa tecnologia da inteligência humana que reconhece que não somos máquinas e donos da Terra . Somos parte da natureza. Tudo é questão de foco. Do olhar e sentir que habitar um mundo de tanta beleza natural merece muito mais respeito, cuidado e valorização dos seres humanos. Basta reconhecer que somos água, minerais, somos tudo que encontramos na própria natureza.
- Que nossa maior conquista em 2026 e nos anos que estão por vir seja não querer ser máquina e sim humanos. Nada vai substituir nossa capacidade de amar este Planeta e a biodiversidade que aqui existe.
- Que nossos maiores objetivos sejam despoluir os cursos de água, os oceanos, o Planeta. Realizar a transição energética, valorizar as comunidades que são sustentáveis e as que estão no caminho para ser. Que não coloquemos na ostentação de riquezas, poder econômico, bélico a razão de ser da humanidade. Nossa razão de ser é cuidar da espécie humana da melhor forma possível e é por isso que temos o dever de respeitar a natureza.
- Somos a espécie que é capaz de se harmonizar com os recursos naturais que estão em nossa constituição biológica e no Planeta e de buscar construir a paz e os momentos felicidade.
- Felizmente o Brasil sabe mesmo diante de tanta degradação abrir estes caminhos de felicidade para os humanos. Aqui temos uma população multicultural, que sabe o valor de tradições centenárias que cuidam das pessoas e da natureza.
- Que em 2026 possamos abrir caminhos em busca da construção de harmonias entre nossa espécie e a natureza. Seguir caminhos de realizar a transição das matrizes energéticas para conquista de um mundo melhor e sociedades mais justas, solidárias, felizes, ambientalmente mais saudáveis e sustentáveis para todas as pessoas.
sábado, 3 de janeiro de 2026
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
A COP 30 E A DECLARAÇÃO AO COMBATE AO RACISMO AMBIENTAL
RESOLUÇÕES DA COP 30 E O RACISMO AMBIENTAL
Foto: divulgação
Dr. Benjamim Chavis
A expressão racismo ambiental (Environmental Racism) foi dita pela primeira vez por Benjam Franklin Chavis que chegou a trabalhar com o Dr. Martin Luther King Jr., na luta contra o preconceito racial nos EUA.
Joan Martinez (2018) Economista, ganhador do Prêmio Balzan em 2020 dispõe:
“Sob a bandeira da luta contra o “racismo ambiental” (termo introduzido pela primeira vez pelo Dr. Benjamin Chavis, segmentos de baixa renda, membros da classe trabalhadora e grupos de pessoas de cor fundaram o movimento pela justiça ambiental, conectando os problemas ecológicos com a iniquidade racial e de gênero e também com a pobreza”. (Justiça Ambiental)
ACOP 30 em que pese não ter definido o dito “mapa do caminho” para eliminar o uso de combustíveis fósseis e o desmatamento até 2030, reconheceu mundialmente a questão do racismo ambiental. Onde pessoas pretas e pardas sofrem desproporcionalmente com a falta de acesso a saneamento básico adequado e enfrentam mais poluição e os efeitos de dias de calor extremo em comparação com a população branca. É o que ocorre com a parcela da população que vive em áreas urbanas vulneráveis, como nas periferias que carecem de infraestrutura urbana e serviços públicos essenciais. Assim como povos indígenas que enfrentam a degradação de seus territórios ancestrais, pelo garimpo ilegal e o desmatamento. Segundo o Censo 2022, apenas 29,9 % possuem em seus territórios, saneamento básico adequado. Comunidades Quilombolas e Ribeirinhas, populações tradicionais como os Povos Indígenas, têm seus modos de vida e territórios ameaçados, seja por sofrer com a violência étnica ou os impactos causados pelas mudanças climáticas como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no Brasil em 2024. Populações que residem em vilas e favelas ou em áreas de encostas, estão sujeitas a deslizamentos ou em áreas de várzeas, sujeitas a inundações em qualquer região do Brasil ou do mundo e são mais vulneráveis as consequências das mudanças climáticas extremas ou a falta de infraestrutura urbana básica adequada.
Abaixo segue o documento:
DECLARACÃO DE BELÉM SOBRE O COMBATE AO RACISMO AMBIENTAL
Ministério das Relações Exteriores
Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente
Departamento do Meio Ambiente
Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental
Adotada em 7 de novembro de 2025, durante a Cúpula do Clima de Belém, a Declaração de Belém
sobre o Combate ao Racismo Ambiental busca fomentar o diálogo internacional sobre a interseção
entre igualdade racial, meio ambiente e clima, reforçando a dimensão dos direitos humanos,
particularmente da justiça social, nas políticas internacionais sobre esses temas.
O texto reconhece que a crise ecológica global é também uma crise de justiça racial. Propõe a
construção de uma agenda cooperativa em defesa de maior equidade e solidariedade entre as
nações e da superação de desigualdades históricas que afetam o acesso a recursos, oportunidades
e benefícios ambientais. O documento insere-se na estratégia do Brasil de ampliar o alcance das
agendas de igualdade e desenvolvimento sustentável, refletido no lançamento, durante a
presidência brasileira do G20, do 18º. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, de caráter
voluntário, sobre a Promoção da Igualdade Étnico-Racial, reforçando também o compromisso com
a Agenda 2030. O texto, que ficará aberto para adesões durante a COP, já conta com endossos de
países da América Latina, da África, da Ásia e da Oceania.
Texto em português:
Recordando os compromissos assumidos no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas
sobre Mudança do Clima e do Acordo de Paris adotado sob seus auspícios, de respeitar, promover
e considerar os direitos humanos, os direitos dos Povos Indígenas, a igualdade de gênero, a
equidade intergeracional e as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade na ação
climática;
Reconhecendo que padrões históricos e persistentes de discriminação, o acesso desigual aos
processos decisórios nacionais e internacionais e os legados do colonialismo contribuem para
exposições diferenciadas à poluição, aos riscos climáticos e à perda da natureza, bem como para
desigualdades no acesso à tecnologia e a serviços;
Reconhecendo que o racismo ambiental — frequentemente manifestado por políticas e práticas que
resultam em exposição desproporcional de pessoas e comunidades, incluindo afrodescendentes,
Povos Indígenas e comunidades locais, a danos ambientais e riscos climáticos — contraria os
princípios de igualdade e de não discriminação previstos no direito internacional dos direitos
humanos, reconhecendo, ao mesmo tempo, o compromisso e os avanços alcançados pelos Estados
na abordagem desse tema;
Destacando que a crise ecológica global é também uma crise de justiça racial;
Observando com preocupação que muitas comunidades na linha de frente das crises ambientais e
climáticas suportam, de forma desproporcional, perdas e danos relacionados ao clima que afetam
sua cultura, patrimônio, saúde, meios de subsistência e ecossistemas;
Conclamamos todas as Nações a cooperar na tarefa essencial de combater o racismo ambiental,
reconhecendo que o desenvolvimento sustentável somente será alcançado quando forem
eliminadas as desigualdades que afetam de forma desproporcional pessoas afrodescendentes, Povos
Indígenas, comunidades tradicionais e outros grupos e minorias vulneráveis em todas as regiões do
mundo.
Sublinhamos que a erradicação da pobreza em todas as suas dimensões, a promoção da igualdade
étnico-racial e a proteção do meio ambiente são dimensões interconectadas e indispensáveis do
desenvolvimento sustentável e devem orientar sua implementação, em conformidade com o
princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas.
Convidamos todos os Estados a fortalecer os esforços coletivos voltados à construção de
sociedades justas e inclusivas por meio do combate ao racismo ambiental, assegurando plena
participação de pessoas afrodescendentes, Povos Indígenas e comunidades locais, e a elevar
progressivamente a ambição coletiva, de modo a reduzir as disparidades nos padrões de vida e
atender melhor às necessidades da maioria da população mundial.
Endossos até 7/11: Brasil, Colômbia, Uruguai, Equador, China, Camboja, Papua Nova Guiné,
República da Guiné, Libéria, Gabão, Moçambique, Sudão do Sul, Marrocos, São Tomé e Príncipe,

