sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

INOVAÇÃO CULTURAL

 

Iniciativa de inovação cultural abre chamada para organizações sociais

Foto: © ONU


 FONTE: ONU - BRASIL

Hub de Inovação Intercultural apoiará 10 projetos que contribuam para a construção de sociedades inclusivas e coesas.

Organizações da sociedade civil que promovem diálogo, compreensão intercultural e inclusão social podem se candidatar.

Prazo de inscrição é 15 de março.

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Para promover a abordagem dos desafios interculturais por meio de inovações sociais, a Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) e o Grupo BMW, com o apoio da Accenture, anunciam o ciclo de 2024 do Hub de Inovação Intercultural (IIH).

O Hub de Inovação Intercultural conecta pessoas e culturas, capacita organizações da sociedade civil e amplia abordagens inovadoras que contribuem para sociedades inclusivas.

Com este fim, o IIH convida organizações da sociedade civil que promovem o diálogo e a compreensão intercultural, bem como a inclusão social, a se candidatarem a fazer parte de um programa abrangente de apoio projetado para expandir o impacto de seus projetos.

O Hub de Inovação Intercultural selecionará até 10 projetos focados em abordar a xenofobia e o discurso de ódio; prevenir o extremismo violento; promover a igualdade de gênero; usar esporte, arte e cultura como ferramentas para impulsionar a mudança social e promover a inclusão social; e construir sociedades inclusivas e coesas.

As organizações selecionadas receberão apoio financeiro para crescimento sustentável. Cada finalista receberá até USD 20.000 para ampliar a sustentabilidade de seu projeto e acelerar o impacto de seu trabalho.

Os projetos selecionados também se beneficiarão de uma série de workshops de capacitação ao longo de um ano, apoio focado e mentoria personalizada fornecidos pela UNAOC e pelo Grupo BMW, com o apoio da Accenture.

Os selecionados terão a oportunidade de ampliar seus campos de influência, colaborar com outros agentes de mudança e participar de eventos regionais e internacionais ao fazer parte de uma rede global de liderança.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

BLOCO LIBERDADE E ÁGUA LIMPA DESFILE NO CARNAVAL BH 2024

  
DESFILE CARNAVAL BH - 2024
 DIA 12 DE FEVEREIRO 13 h CONCENTRAÇÃO
RUA DOS OTONI COM AV CONTORNO - SANTA EFIGÊNIA - BH


   O  BLOCO LIBERDADE E ÁGUA LIMPA fundado em 2015, surgiu espontaneamente na Av. Brasil no bairro de Santa Efigênia - BH, no quarteirão entre o bar 41 e o Rei da Omelete aonde pessoas levavam seus repiniques, tamborins, surdos, seus instrumentos de percussão e faziam o carnaval com liberdade na Avenida. Alguns participantes por terem origem cultural na Capoeira, educação, meio ambiente e várias atividades fundaram o Bloco Liberdade e Água Limpa que desfila com uma mensagem nos carnavais de valorização das Raízes da cultura brasileira, do samba, da qualidade de vida saudável, do meio ambiente. Durante o ano o bloco realiza atividades de plantio de árvores, Rodas de Samba com muita descontração e valorização do encontro comunitário. 

   Neste ano de 2024 o enredo do bloco é : "Plante árvores, cuide das águas, das serras, do meio ambiente e plante a cultura do Samba. "  Afinal o carnaval é a festa do povo e como diz o Samba: "é o povo quem produz o show e assina a direção."  

   O Bloco Liberdade e Água Limpa convida toda a população de BH, aqueles que são felizes desfilando, cantando e se inspirando nas Raízes culturais brasileiras e procuram valorizar os recursos naturais de que toda população depende e precisa sem poluição a vir desfilar com o bloco dia 12 de fevereiro, concentração 13 h - segunda-feira de carnaval na rua dos Otoni, com Av. do Contorno no bairro de Santa Efigênia em BH.

   Está aí uma excelente indicação para o Carnaval BH 2024...  Como está divulgando o bloco:

" Vem desfilar com o Bloco Liberdade e Água Limpa, tragam seus instrumentos de percussão e sua felicidade de valorizar a cultura brasileira e o meio ambiente.....

sábado, 3 de fevereiro de 2024

CARNAVAL BH 2024 - DESFILES DE BLOCOS QUE ATUAM NA ÁREA DE CULTURA E MEIO AMBIENTE

 

 Belo Horizonte segue com um Carnaval 2024 de várias opções e propostas culturais. Em tempos de mudanças climáticas e muitos problemas socioambientais blocos se mobilizam para valorizar a cultura brasileira e o meio ambiente. A seguir temos sugestões de boas opções para os desfiles de blocos do Carnaval BH 2024 ligados a cultura e o meio ambiente.










quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR , NUTRIÇÃO E SISTEMAS

 

FONTE= ONU - BRASIL

Além das vantagens imediatas para as crianças, as modificações nas iniciativas globais de alimentação escolar podem gerar ações ambientalmente sustentáveis impulsionadas pela demanda local nos sistemas alimentares.

O documento indica duas áreas principais em que os programas de alimentação escolar podem promover mudanças sistêmicas: melhor nutrição e educação nutricional; e aquisição local de alimentos.

O Programa Mundial de Alimentos (WFP) participou do capítulo que discute a aquisição de alimentos com uma abordagem de alimentação escolar com compras locais..

O Consórcio de Pesquisa para Saúde e Nutrição Escolar, parte da Coalizão Global para a Alimentação Escolar e coordenado pela London School of Hygiene & Tropical Medicine, organizou um seminário virtual no dia 24 de janeiro para promover o documento School Meals and Food Systems: Rethinking the consequences for climate, environment, biodiversity and food sovereignty (“Alimentação Escolar e Sistemas Alimentares: Repensando as consequências para o clima, o meio ambiente, a biodiversidade e a soberania alimentar”, em tradução livre), lançado em dezembro de 2023 durante a COP28.

O Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) no Brasil faz parte do Consórcio de Pesquisa desde setembro de 2023 e contribuiu para o documento, especialmente no capítulo 4, que discute a aquisição de alimentos com uma abordagem de alimentação escolar com compras locais. O relatório completo pode ser acessado aqui.

Eliene Sousa, da equipe de Projetos do Centro de Excelência, disse que essa foi uma grande oportunidade de poder contribuir com um documento importante para a implementação de programas de alimentação escolar vinculados a sistemas alimentares sustentáveis:

"É um documento que valoriza muito a questão climática e a redução da produção de carbono ligada à alimentação escolar". 

O documento indica duas áreas principais em que os programas de alimentação escolar podem promover mudanças sistêmicas: influenciar crianças em idade escolar e adolescentes a terem uma melhor nutrição e relação com os alimentos e promover sistemas alimentares sustentáveis por meio da aquisição local de alimentos. 

A alimentação escolar oferece vantagens que vão além da nutrição: ela aumenta a matrícula escolar, a frequência, o desempenho acadêmico e o desenvolvimento cognitivo, além de reduzir as taxas de evasão escolar, principalmente entre as meninas.

Além das vantagens imediatas para as crianças, as modificações nas iniciativas globais de alimentação escolar podem gerar ações ambientalmente sustentáveis impulsionadas pela demanda local nos sistemas alimentares. Isso é especialmente evidente quando a demanda por refeições escolares é integrada à produção agrícola local e de pequena escala, como se vê na abordagem de alimentação escolar com compras locais.

Donald Bundy, Professor de Epidemiologia e Desenvolvimento da London School of Hygiene & Tropical Medicine e membro do Consórcio de Pesquisa para Saúde e Nutrição Escolar, reiterou que a escola é uma das principais formas de impactar crianças e adolescentes em idade escolar, especialmente por meio dos programas de alimentação escolar, que foram severamente afetados pela pandemia da COVID-19. 

"Durante a pandemia, as escolas foram fechadas, e isso teve consequências significativas, como a interrupção da educação e grandes consequências sociais". 

Próximos passos

Em 2024, o consórcio de pesquisa pretende disseminar o documento, realizar análises no nível nacional, avaliando os impactos específicos que a transformação do sistema alimentar tem na alimentação escolar, webinars periódicos sobre tópicos específicos e análises de cenário.

O Centro de Excelência também promove trocas sobre as melhores práticas de alimentação escolar entre o Brasil e outros países do Sul Global por meio da iniciativa Visita de Estudo Virtual: Brasil, criada em 2021. Ela abrange os aspectos mais significativos das mensagens comunicadas durante uma visita in loco ao Brasil, apoiando a disseminação dos elementos-chave que têm sido fundamentais para o sucesso das políticas brasileiras no combate à fome e à insegurança alimentar.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

CHUVAS, ENCHENTES E NEVASCAS - AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 2024

 

Foto: divulgação - chuvas - RJ

   Os extremos climáticos previstos pelos recentes documentos divulgados pelos cientistas do  IPCC (PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS - ONU)  sobre a urgência das sociedades reverterem às consequências do aquecimento global podem ser constatados até mesmo pelo senso comum das populações mundiais.

   Ainda que fossem fenômenos naturais sem a interferência humana (antrópica) para modificar o clima da Terra, a realidade é que os fenômenos simultâneos extremos ficam cada vez mais evidentes : chuvas torrenciais extremas como ocorrida em 14 de janeiro de 2024 no Rio de Janeiro no Brasil afetando as condições de vida de milhões de pessoas, até o início da tarde de hoje, dia 15 de janeiro, eram confirmadas 12 mortes no Rio de Janeiro.   Já com o contraste do frio extremo de – 17° afetando a vida de cerca de 95 milhões de pessoas nos EUA há previsão  de que a sensação térmica em Montana (EUA) possa chegar a até a -56.   

  Se analisarmos ainda da perspectiva do senso comum vamos verificar que os governos de estados no Brasil e EUA orientam a população da mesma forma: não sair de casa, seja pela previsão de chuvas torrenciais (RJ Brasil), seja pela concentração de neves de 30 a 60 cm  e ventos congelantes em várias regiões dos EUA.

Foto: divulgação - EUA

  Especialistas em clima alertam que estes extremos são consequências das mudanças climáticas que as COPs ( Conferências do Clima- ONU) todos os anos debatem. Fica aí uma pergunta: o que podem as populações locais fazerem para se defender das consequências das mudanças climáticas ?  As comunidades ficam a mercê de políticas públicas locais aqui no Brasil que orientem como as pessoas podem se defender destes extremos climáticos. Será que apenas divulgar quando os extremos climáticos estão acontecendo que as pessoas não devem sair de casa é suficiente ? E durante o restante dos dias do ano, por que não se planejam e organizam ações efetivas de combate às consequências das mudanças climáticas de forma mais eficiente ? Trata-se de uma mudança de perspectivas, pensamento e formas de governar em que a qualidade de vida e a segurança climática das comunidades possam ser incluídas em orçamentos governamentais e colocadas como prioridade nos programas de governos locais. Isto exige planejamento de curto, médio e longo  prazos e sobretudo vontade política.  Resta então à sociedade civil esperar cada vez mais a situação climática se agravar ou  se fazer protagonista e se informar - buscar soluções locais de defesa, união e medidas preventivas imediatas e a longo prazo para vencer as consequências das mudanças climáticas. 


domingo, 7 de janeiro de 2024

COP 28 - AVALIAÇÃO E RESULTADOS

 COP 28 anunciou o “começo do fim” dos combustíveis fósseis

Foto: divulgação

 A Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas de 2023 reuniu-se no Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU), de 30 de novembro a 13 de dezembro de 2023, encerrando 23 horas mais tarde do que o inicialmente previsto. A conferência compreendeu a 28ª reunião da Conferência das Partes (COP) da UNFCCC, a 18ª reunião da COP servindo como Reunião das Partes do Protocolo de Quioto (CMP 18), a quinta sessão da COP servindo como o Reunião das Partes do Acordo de Paris (CMA 5), e 59ª sessões do Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico (SBSTA 59) e do Órgão Subsidiário de Implementação (SBI 59).

Com 97.372 pessoas registadas para participação presencial, a COP 28 “foi de longe a maior conferência da ONU sobre alterações climáticas até à data”, relata a ENB. [Cobertura ENB da Conferência da ONU sobre Mudança Climática de 2023]

( FONTE:IISD)


   Com base nas primeiras menções à energia a carvão e aos subsídios aos combustíveis fósseis no Pacto Climático de Glasgow em 2021, o resultado do primeiro Balanço Global (GST) na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas de 2023 (UNFCCC COP 28) marcou um passo em direcção ao “início da o fim” da era dos combustíveis fósseis, como supôs o Secretário Executivo da UNFCCC, reflectindo as opiniões de muitos. 

   De acordo com o relatório resumido da reunião do Earth Negotiations Bulletin (ENB), a conferência começou em alta com a operacionalização do novo fundo de perdas e danos e a rápida adoção das agendas. No entanto, as negociações revelaram-se difíceis, especialmente no que diz respeito ao GST, ao quadro para a implementação do Objectivo Global de Adaptação (GGA), ao programa de trabalho de mitigação, ao programa de trabalho sobre vias de transição justas e às questões relacionadas com o Artigo 2.1(c) do Acordo de Paris sobre alinhar os fluxos financeiros com um desenvolvimento resiliente ao clima e com baixo teor de gases com efeito de estufa. Os principais pontos de discórdia incluíram a linguagem sobre a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis na decisão do GST e referências aos meios de implementação do GGA.

Entre outras ações alinhadas com a limitação do aquecimento global a 1,5°C, a decisão da COP sobre o GST apela aos países para que contribuam para os esforços globais de transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, acelerando os esforços para a redução gradual da energia do carvão inabalável e acelerando energias renováveis, energia nuclear e tecnologias de redução e remoção.

O GST, observa a análise do ENB da reunião, “é uma avaliação do progresso coletivo na mitigação, adaptação e meios de implementação destinada a informar” os países à medida que preparam a sua próxima lista de contribuições determinadas a nível nacional (NDC) com vencimento em 2025. . Alguns esperavam que o processo ajudasse a identificar caminhos claros que os países poderiam então incorporar nos seus NDC de 2025. No entanto, o resultado apenas apela a que as partes “contribuam para” os esforços globais, tendo em conta as suas “diferentes circunstâncias, caminhos e abordagens nacionais”.

A ENB observa que as declarações finais demonstraram quão difícil foi chegar a um acordo sobre o GST. A falta de uma referência clara à eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, a linguagem fraca sobre o carvão e o metano e as lacunas associadas aos chamados “combustíveis de transição” estiveram entre as preocupações levantadas.

Entre outros resultados da conferência, a ENB destaca-se:


- A adoção da estrutura do GGA estabelecida no Acordo de Paris, que visa orientar a implementação da meta e, entre outras coisas, estabelece avaliação de impacto, vulnerabilidade e risco (até 2030), sistemas de alerta precoce multirriscos (por 2027), serviços de informação climática para redução de riscos e observação sistemática (até 2027) e planos de adaptação nacionais orientados para o país, sensíveis ao género, participativos e transparentes (até 2030);

a designação do consórcio do Gabinete das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (DRR) e do Gabinete das Nações Unidas para Serviços de Projectos (UNOPS) como anfitrião da Rede de Santiago sobre perdas e danos; e

- O lançamento da implementação do programa de trabalho sobre caminhos de transição justa, com pelo menos dois diálogos híbridos a realizar antes das duas sessões anuais dos Órgãos Subsidiários           ( FONTE:IISD)