sexta-feira, 10 de junho de 2016

MONITORAMENTO DE ÁGUAS SUPERFICIAIS DA UNIÃO










OBRIGATORIEDADE DE MONITORAMENTO
DE CAPTAÇÃO DE ÁGUAS SUPERFICIAIS DA UNIÃO

  A Agência Nacional de Águas - ANA, define limites a ser observados para obrigatoriedade de monitoramento dos volumes captados e envio da Declaração Anual de Uso de Recursos Hídricos - DAURH, em corpos de água de domínio da União. 

Rio São Francisco
  O usuário de recursos hídricos, localizado no rio São Francisco e de seus reservatórios, região hidrográfica do São Francisco, cujo empreendimento possui soma das vazões máximas instantâneas das captações, autorizadas por meio de uma ou mais outorgas de direito de uso de recursos hídricos, igual ou superior a 2.500 m³/h, deverá realizar o monitoramento dos volumes de captação e enviar a DAURH. O registro dos valores de captação deverá ser realizado conforme o disposto nos incisos I e II do art. 4º da Resolução ANA nº 603, de 2015. 

Rio Paranaíba
  O  usuário de recursos hídricos no rio São Marcos a montante da UEH Batalha, rio Samambaia, córrego do rato e seus reservatórios, da bacia hidrográfica do rio Paranaíba, cujo empreendimento possui soma das vazões máximas instantâneas das captações, autorizadas por meio de uma ou mais outorgas de direito de uso de recursos hídricos, igual ou superior a 380 m³/h, deverá realizar o monitoramento dos volumes de captação e enviar a DAURH. Os valores medidos deverão ser registrados mensalmente pelo usuário e transmitidos à ANA por meio da DAURH do dia 01 a 31 de janeiro do ano subsequente.
  Os usuários de recursos hídricos cujo empreendimento possui soma das vazões máximas instantâneas das captações, autorizadas por meio de uma ou mais outorgas de direito de uso de recursos hídricos,inferior a 380 m³/h, deverão monitorar os volumes captados e a qualquer tempo poderão ser solicitados a enviar a ANA os dados de monitoramento. 

Rio Verde Grande
   Os usuários de recursos hídricos, localizado no rio Verde Grande, da bacia hidrográfica do rio São Francisco, região hidrográfica do São Francisco, cujo empreendimento possui soma das vazões máximas instantâneas das captações, autorizadas por meio de uma ou mais outorgas de direito de uso de recursos hídricos, igual ou superior a 150 m³/h, deverá realizar o monitoramento dos volumes de captação e enviar a DAURH. Os valores medidos deverão ser registrados mensalmente pelo usuário e transmitidos à ANA por meio da DAURH do dia 01 a 31 de janeiro do ano subsequente. Os usuários de recursos hídricos cujo empreendimento possui soma das vazões máximas instantâneas das captações,inferior a 150 m³/h e superior a 20 m³/h, deverão monitorar os volumes captados e a qualquer tempo poderão ser solicitados enviar a ANA os dados de monitoramento.

O inteiro teor das Resoluções e o Anexo I, bem como as demais informações pertinentes estão disponíveis no site www.ana.gov.br
Resolução Nº 129, de 22-02-2016, rio São Francisco
Resolução Nº 130, de 22-02-2016rio Paranaíba
Resolução Nº 131, de 22-02-2016, rio Verde Grande

OLIMPÍADAS RIO 2016 E MEIO AMBIENTE - ENTREVISTA EXCLUSIVA COM PELÉ DO VÔLEI





















   MEIO AMBIENTE E OLIMPÍADAS RIO 2016

    Seguindo nosso trabalho de difusão da comunicação socioambiental o Jornal O Ecoambiental vem acompanhando a realização das Olimpíadas, realizando entrevistas, ouvindo a população, atletas,  esportistas, delegações e organizadores das Olimpíadas Rio 2016 sobre como encaram a busca de melhor qualidade de vida e meio ambiente através dos esportes. As Olimpíadas Rio 2016 tem um papel fundamental de valorização da juventude brasileira e da população de forma geral , na busca  de melhor qualidade de vida educação, cultura, esportes e meio ambiente. 
   Neste sentido, o Jornal O Ecoambiental realizou uma entrevista exclusiva com o atleta histórico do vôlei brasileiro, José Francisco Filho, o Pelé do Vôlei como é chamado,  que nos recebeu na Câmara Municipal de Belo Horizonte, contando sua trajetória vitoriosa na vida e no esporte defendendo a Seleção Brasileira de Vôlei

 Pelê do Vôlei com o Minas Tênis Clube  - Foto: Divulgação
                               
J:  Boa noite. José Francisco,  fale um pouco sobre sua história de vida.

José Francisco:   Boa noite. Eu vim de uma família muito simples, com dez irmãos. Perdi meu pai aos cinco anos de idade e minha mãe com onze filhos não teve como criar todos. O que ela fez? Nos colocou na Febem. Fiquei na Febem dos 5 aos 12 anos. Naquela época a Febem formava cidadãos. Saímos da Febem aos 12 anos. Comecei a trabalhar de trocador de ônibus até os 15 para 16. E aos 16 anos eu tive minha oportunidade através do esporte. Comecei a jogar vôlei aos 16 anos e aí o esporte abriu as portas do mundo. Aonde eu comecei no Guaíra, depois no Olímpico, Minas Tênis Clube, Atlético Mineiro e depois voltando para o Minas Tênis Clube, aonde eu fui tricampeão brasileiro, bicampeão sulamericano e sete vezes consecutivas o melhor atacante do Brasil. Voltando atrás, 1975, 76, eu fui o primeiro negro a jogar no Minas Tênis Clube. Então eu tenho muito orgulho de ter passado por muitas barreiras, principalmente no início da carreira. Depois que eu fui bicampeão brasileiro, realmente as portas se abriram aí facilitou bastante. Tive a oportunidade de jogar dois anos na Itália, levei minha família também. Voltando da Itália, abri minha escola de vôlei Pelé, onde eu tenho esta escola há 23 anos. Abri em 1992. Onde eu já formei mais de oito mil crianças e adolescentes através do esporte usando o esporte como inclusão, socialização e integração. É um trabalho que eu já faço há muito tempo. Este projeto meu das minhas escolas eu queria ampliar. Então o único jeito de ampliar com essa visão social era me candidatar a um cargo de vereador. Dessa forma eu daria a oportunidade não só para o voleibol. Hoje como eu sou um parlamentar essa oportunidade nós damos para o vôlei, basquete, futsal, handebol, atletismo, que é um esporte muito pobre. Então essa oportunidade a gente tem dado para estas pessoas menos favorecidas em Belo Horizonte. Eu sei que a pessoa mais simples tem garra, determinação, vontade de vencer, mas falta oportunidade. Aquela oportunidade que eu tive a 40, 35 anos atrás hoje eu tenho o dever e a obrigação de dar essa oportunidade aquelas pessoas mais carentes, através do esporte. Não pensando em ser um grande atleta. Pensando em ser um grande cidadão. Automaticamente você massificando essa oportunidade vai sair um Pelé do Vôlei, Pelé do Futebol, vai sair um Oscar do basquete, uma Hortência do basquete, um Cielo da natação. E assim por diante. Então eu acho que falta essa oportunidade. Pensando na cidadania primeiro. O grande atleta é a conseqüência.

Pelé do Vôlei defendendo a Seleção Brasileira de Vôlei - Foto divulgação

J: Ok, grande história. A realização das Olimpíadas no Brasil. Como você avalia a importância das Olimpíadas no Brasil e para a população brasileira?

José: É um evento muito importante. O maior evento do Planeta que seja no Brasil, mas a única restrição que eu vejo é que deveria haver mais esportes aqui em Belo Horizonte e não só monopolizado só no Rio de Janeiro. Eu acho que os outros estados deveriam ter também a oportunidade de ver de perto os grandes ídolos. As Olimpíadas é uma competição muito importante e difícil. Eu vejo os brasileiros, muitas  pessoas me param na rua e falam: “Pelé, o Brasil ganhou muitas medalhas no Pan-americano agora, nas Olimpíadas vai ser igual ?” Eu falo com eles: “ Vocês podem esquecer que o Panamericano é diferente. O Pan-americano, os países não vem com as equipes principais porque já estão treinando para 2016. Eu acho que além da gente vencer, vamos ganhar medalhas que nós ganhamos naturalmente, mas pode ter certeza que a gente não vai bater o recorde igual o governo está achando. Porque o investimento que o Governo Federal faz hoje, na minha concepção é errado. Porque ele contempla o atleta de alto rendimento. Vou falar: o Lucarelli, o Cielo, outros atletas de alto rendimento, que ganham  bolsa atleta de quinze mil reais. Eles não precisam porque o Lucarelli ganha cento e cinqüenta mil por mês de patrocinador. O Cielo ganha duzentos, então não precisam de dinheiro do governo. Esse dinheiro teria que ser aplicado lá embaixo, nas escolas municipais, estaduais. Em competições escolares, infantis, infanto-juvenil, para que ? Para dar oportunidade para os adolescentes, para que a médio e longo prazo o Brasil cresça em seu quadro de medalhas. Como fez a Grã Bretanha, a China. Eles começaram há planejar 12 anos antes. Então não se faz atleta olímpico em quatro anos. Tem que investir   oito, dez, doze anos, para que a gente possa conseguir alguma coisa.

J: O que significa o esporte para a juventude, para a população?

José: Eu sou exemplo disso. O esporte transformou minha vida. Eu já conversei com o Prefeito, com o Secretário de Esportes.  O dia em que eles tiverem uma visão ampla do esporte será muito bom. É a melhor ferramenta de inclusão social, de socialização. O esporte é a prevenção da pasta da saúde e da educação. Por quê? Para praticar o esporte tem que ter educação. Ter disciplina. Você praticando o esporte praticamente você tem mais disciplina e mais saúde. Automaticamente vai economizar as pastas da saúde e da educação. Esse dinheiro que sobrar na saúde e na educação tem que investir no esporte. Hoje o investimento da secretaria municipal de esporte é ridículo: 16 milhões.  Treze milhões ou doze milhões são para pagar o pessoal e sobram quatro milhões para fazer alguns eventos pontuais que não contempla todo mundo.

J: Você está acompanhando a organização das Olimpíadas. O que você está achando da organização geral das Olimpíadas? No Rio e aqui em BH onde acontecerão alguns jogos de futebol.

José: Vai haver alguns jogos de futebol aqui em BH. A organização eu tenho certeza que vai ser um sucesso. Porque o Brasil tem dinheiro. Está passando dificuldades, mas tem dinheiro. Fizeram um orçamento. Este orçamento já dobrou. Pode ter certeza que vai ser uma das melhores Olimpíadas que já existiu. Em matéria de logística, organização vai ser esta nossa. Mas em compensação em matéria de medalhas, pode ter certeza que nós não vamos bater o recorde.

J: E em termos de legado, pós Olimpíadas o que você acha que poderia ser um bom legado das Olimpíadas no Brasil?

José: Eu acho que o legado vai ser a motivação para os jovens. Os jovens assistirem pela televisão e começarem a praticar esportes. Quanto aos ginásios, à estrutura física, ou acho que vai ser igual em todos outros Países: vai ficar como “elefante branco”. Você viu na África do Sul, quase todos os estádios de vôlei, basquete, estão todos vazios e invadidos pelo povo. Porque não tem como manter. A Vila Olímpica, os apartamentos praticamente já estão todos vendidos, assim que acabar. Mas tem os ginásios de esportes que só para dar manutenção nos ginásios é muito difícil. Então acaba surgindo os “elefantes brancos”.

Pelé no parlamento na Câmara Municipal de BH Foto: divulgação

J: Em relação a este legado, nas escolas, praças públicas. O que você acha que poderia acontecer de melhor. Não só acompanhar as Olimpíadas, mas pós Olimpíadas?

José: Eu acho que durante as Olimpíadas, alguns esportes que alguns atletas que tiveram alguma folga e pudessem ir a algumas escolas municipais, estaduais e os alunos conviverem com aqueles atletas. Eu vejo em minhas palestras que faço em escolas municipais e estaduais e vejo quando eu falo sobre minha história e falo que o esporte me salvou as pessoas já começam a pensar: “poxa, eu também posso ser”. Porque a condição deles hoje é melhor do que foi a minha. Eu acho que quando um ídolo, um atleta de alto rendimento chega junto com a comunidade, eles se motivam mais a praticar um esporte. É a integração juntamente dos atletas de alto rendimento com as escolas municipais e estaduais tem que ter e eu acho que é a única salvação de motivar os meninos. Ter o ídolo do seu lado. Eu até conto uma história em uma das palestras. Eu com 14, 15 anos eu assistia o Japão e Brasil no Minas Tênis, no ginásio antigo do Minas. Eu assistindo o jogo eu mesmo me perguntava: “será que um dia eu vou poder vestir a camisa da seleção brasileira? Eu mesmo me perguntando. E Deus me abençoou e fiz 165 jogos pela seleção brasileira. Eu tinha tudo para não ser um grande atleta: pobre, negro, não tinha condição nenhuma. O caminho das drogas era mais livre que o outro caminho. Deus me enviou pelo caminho mais difícil e eu consegui vencer.

J: Esta questão do preconceito racial no Brasil pode ser vencida?

José: Sem dúvida. Tem preconceito. Principalmente quando um atleta ou qualquer pessoa está começando a praticar esportes ou ainda não se destacou. Realmente o racismo é muito grande. Depois que a pessoa consegue ganhar alguma coisa, ou crescer profissionalmente, automaticamente as portas se abrem e este preconceito diminui, mas continua. Hoje eu vejo o Minas Tênis Clube, tenho o prazer de ser Conselheiro do Minas Tênis Clube. Não tem nenhum Conselheiro negro lá. Eu tenho a honra de ser um Conselheiro lá e hoje pelo menos na minha frente não tem deboche. Eu também não preciso deles. Construí  meu espaço e tenho meu espaço.

J: Como você vê esta questão do esporte e o meio ambiente?

José: Eu acho que este projeto a gente tem que começar pelas escolas, ou pela Secretaria Municipal de Esportes, através dos projetos da Secretaria para os adolescentes. Levar essa conscientização do meio ambiente para as crianças, para que elas não tenham um mundo pior a médio e longo prazo. É um tema importante para a cidade. A Secretaria de Esportes e de Educação comprar essa idéia e conscientizar nas escolas as crianças e adolescentes que o meio ambiente é importante para que eles possam viver e ter uma qualidade de vida melhor no futuro.

J: Você acha que o Brasil tem uma cultura diferenciada em relação aos esportes? Percebe-se que em algumas modalidades o Brasil sempre se destacou, na área coletiva. Você vê alguma coisa sobre a nossa maneira brasileira de se praticar esportes, com nossa identidade?

José:  Sem dúvida. Qualquer modalidade seja no vôlei, basquete, futebol, o brasileiro tem mais ginga. Mas em compensação não é obediente tecnicamente.  O Brasil chega ganha pelo seu trabalho individual, de cada um. Pela técnica individual de cada um. Mas quando às vezes tem que jogar, fizer um esquema tático, aí realmente o brasileiro sai fora desse esquema. Ele não é tão disciplinado igual ao europeu. O europeu não tem essa ginga nossa essa habilidade nossa, mas taticamente eles são obedientes. Por isso, que hoje estão na nossa frente.  O Brasil tem a parte técnica muito avançada do que todos os jogadores europeus, americanos, mas na parte coletiva é indisciplinado. A Europa e Estados Unidos estão a nos luz na nossa frente.

J: Sobre a auto-estima do brasileiro, está havendo tanta divulgação de coisas negativas no País pela mídia em relação a tudo. Você acha que pelo esporte, pela nossa consciência de nosso valor como população. Até o Darci Ribeiro, antropólogo que acreditava numa civilização brasileira por isso. Você acha que o nosso País tem boas perspectivas?  Numa recente visita da Dilma aos EUA, numa entrevista coletiva, foi perguntado ao Obama o que ele achava do Brasil e ele disse que o Brasil é uma grande liderança ambiental. O que você pensa com relação ao nosso presente e futuro sobre nossa capacidade?

José: O Brasil é um País que tem um potencial enorme. Mas os gestores não dão um bom exemplo. Essa crise toda que está havendo, porque os gestores não dão bom exemplo. Você liga a TV e vê é roubo aqui, é desvio ali. Isso faz com que o Brasil caia em um descrédito. Mas o povo brasileiro é muito esforçado. É determinado, então a gente tem que ter um espelho. É o que eu falei. Se os atletas de alto rendimento forem às escolas e as crianças virem seu ídolo lá, então automaticamente eles vão querer serem eles futuramente.  Hoje o Brasil está num descrédito muito grande, mas nós não podemos desistir. Eu por exemplo como político hoje, não vou desistir porque eu quero ter uma vida melhor para minha neta, para os meus filhos que já tem trinta anos é meio difícil a médio prazo. Mas a longo prazo para minha neta, eu quero um mundo melhor para ela. Hoje estou aqui na política, fazendo uma política limpa, com transparência. Não vou perder a minha identidade, a minha filosofia, porque eu quero um mundo melhor. Vou lutar. Tem a parte podre tem. Mas tem a parte boa. Eu quero estar nesta parte boa. Se Deus quiser o mal não pode vencer o bem. Então nós temos que contaminar aqueles do mal para que eles tenham o mesmo ideal do grupo do bem.

J: Nós fizemos uma entrevista com um grande Mestre de Capoeira, Cobra Mansa. Ele acrescentou o seguinte, que a Capoeira existe em 136 Países e dentro dessa discussão Olímpica, há um debate para incluir a Capoeira como sendo um esporte Olímpico. Ele afirmou para o nosso Jornal que a Capoeira é a cultura que mais difunde a língua brasileira no mundo. Porque todos têm que cantar as músicas da Capoeira em português. Como você vê esta questão, sendo a Capoeira não só um esporte, mas uma arte completa que é bem original do Brasil. Você acha importante se incluir nas escolas a Capoeira?

José: Sem dúvida, nosso Mestre Cobra Mansa tem toda razão e realmente a Capoeira, eu viajo pelo mundo e todo lugar tem Capoeira. É realmente divulgada em todo mundo, mas realmente a Capoeira não tem oportunidade de ser um esporte Olímpico. A Secretaria Municipal de Esportes, juntamente com a de Educação poderia ter e dar mais incentivo a Capoeira. Toda criança gosta e a pessoa para praticar a Capoeira, voltando lá atrás, tem que ter a disciplina. Porque sem a disciplina, é o judô, a Capoeira, tem que ter muita disciplina e sem disciplina não se chega a lugar nenhum e a Capoeira e o Judô são modalidades que exigem mais disciplina.

Pelê defendendo o Minas Tênis Clube - Foto:divulgação

J: Em síntese você considera que uma grande questão para nosso País avançar é buscar mais disciplina?

José: Sem dúvida acho que a partir do momento em que o Governo e gestores se conscientizarem em dar oportunidade às crianças, adolescentes a prática de esportes, pode ter certeza que o esporte é uma ferramenta de inclusão e socialização. Quando você fala em esportes as portas se abrem em qualquer âmbito. Qualquer lugar que você vai. Você falou em esporte fica leve. Todo mundo gosta de praticar. O esporte é saúde, é educação.

J: Agradecendo a você, qual a mensagem você deixaria para a juventude, para o povo brasileiro sobre as Olimpíadas?

José: Eu peço que todos torçam pelo Brasil e que todos assistam as modalidades que eles gostam e que depois se motivem a praticar os esportes. O esporte é bom para a mente, para o físico, além da socialização. Principalmente os esportes coletivos, aonde você aprende a ganhar, perder a ter seu espaço. Cada um tem seu espaço. Eu não posso pegar a bola que está com o companheiro ali do lado. O esporte ensina a gente a viver. A viver, a aprender, a ganhar e a respeitar, e a convivência entre os seres humanos. No ser humano, o que prevalece na vida é essa integração, essa socialização. O respeito e a amizade que a gente tem entre os povos.

J: Eu agradeço a entrevista, muito obrigado.

José: Eu que agradeço.





terça-feira, 7 de junho de 2016

DIA 5 DE JUNHO E TODOS OS DIAS DO MEIO AMBIENTE




















EDITORIAL 

    Diante a crise de civilização que o Brasil e o mundo enfrentam resta a nós seres humanos decidirmos se realmente aceitaremos um Brasil e um mundo promotores do mito do desenvolvimentismo, ancorados no consumo ilimitado,  como saída para as crises ou se vamos implantar a sustentabilidade.  Há uma tentativa de colocar a população brasileira sem autoestima atualmente.  Em todos os dias do meio ambiente propomos uma reflexão sobre nossas raízes brasileiras.  Quando se trata de definir  a civilização, os povos que ainda são os mais sustentáveis, no caso brasileiro, continuam sendo os povos indígenas, as populações tradicionais, quilombolas. Conversando com Adana Kambeba que pertence ao povo Kambeba Omagua da Amazônia e que estuda medicina na UFMG ela nos disse: “entre meu Povo quando  pescamos além do que nossa família necessita, dividimos com outras famílias os frutos da pesca”.  Uma lição cultural para esta sociedade que vem perdendo seu senso sadio comunitário.   Marcos Terena em debate com Edgar Morin em livro que continua atual,  publicado pela Universidade de Brasília, “ Saberes globais e saberes locais” lembrava: “ Na chegada de Cabral ao Brasil havia quase 1000 povos indígenas... hoje são 200 povos e 180 línguas faladas... Na história do Brasil 4 milhões de índios morreram e mais de 700 povos desapareceram.” Qualquer argumento de se implantar a sustentabilidade no Brasil sem se respeitar os povos indígenas e populações tradicionais é ir contra o próprio Brasil. Agitar bandeiras brasileiras em manifestações buscando-se constituir uma ética, uma identidade moral sem se ouvir, respeitar e valorizar como estes povos e populações estão milenarmente construindo a sustentabilidade de suas comunidades, das florestas e do meio ambiente no Brasil é uma incoerência ética em relação à construção de nossa sustentabilidade.
    Na implantação da sustentabilidade brasileira poderemos aprender a edificar relações humanas mais sadias, vencendo um dos problemas socioambientais mais graves de nosso país que é o racismo. Todas as etnias que estão presentes no Brasil podem aprender que a diferença é sadia e o respeito à espécie humana e ao meio ambiente do qual fazemos parte é um valor universal.
    A sociedade atual elegeu o mito do consumo a qualquer preço como uma verdade inconteste. Através de uma grande mídia comprometida em instigar um consumo de inutilidades, os seres humanos estão proibidos de pensar em coletividades. O valor qualitativo das relações humanas e as inúmeras possibilidades criativas de construirmos um Brasil melhor para as  presentes e futuras gerações conflitam com o conteúdo da grande mídia preocupada apenas no lucro em curto prazo e na sede de consumo ilimitado.
   É possível os seres humanos aprenderem a planejar sua produção e aquisição de alimentos e bens de consumo,  termos um consumo na “justa medida”. Daí o aumento da violência transformada em espetáculo televisivo.  Não é preciso fazer experimentos científicos  para saber  quais as consequências para uma sociedade quando se excita um consumo além do que a maioria da população brasileira tem condições de consumir. Afinal o salário necessário segundo os preceitos constitucionais calculados pelo Dieese no Brasil em maio de 2016 deveria ser R$3.777,93 contra os R$887,00 vigentes. Renda esta para uma família de quatro pessoas.  Na verdade a maioria da população brasileira não tem hoje como consumir nem o necessário. Os que dizemos é que os problemas socioambientais atingem de forma distinta a população. Os que mais trabalham para sobreviver são os que mais sofrem as consequências da insustentabilidade. O stress pelo consumo ilimitado está instigado por uma minoria ávida em obter lucros a todo custo, que se expressam no parlamento e na grande mídia.
    Distribuir renda, melhorar a qualidade da escola pública, a assistência pública de saúde, o meio ambiente onde estamos inseridos, deixa de ser prioritário. As famílias estão sendo destruídas pelo modo de produção insustentável.  Em grande parte das famílias o diálogo entre pais e filhos está mediado pelo consumo sem limites, a aquisição de celulares, a disputa da internet móvel, dos planos de telefonia que lucram exorbitantemente e prestam um serviço de péssima qualidade no Brasil.  É preciso resgatar o prazer de convivermos seja em família ou em comunidade.
   O caminho da sustentabilidade no Brasil é singular. Não temos a mesma cultura dos países do norte. Neste lado sul do Equador ainda existe recursos naturais, que mesmo ameaçados pela ação predatória das grandes empresas e corporações, descrevem o Brasil como megadiverso. Não precisamos contaminar nossa população com agrotóxicos, como está ocorrendo. Temos condições de produzir alimentos de excelente qualidade através da agricultura orgânica familiar. O que se precisa é disponibilizar as tecnologias sustentáveis sem agrotóxicos.
    A causa ambiental do século XXI é integrar a razão e subjetividade humana.  Hoje é preciso ter consciência que o ser humano vem sendo destruído, desvalorizado, ridicularizado de forma caótica. A grande causa ambientalista que temos a vencer é resgatar a valorização da pessoa humana. O aprendizado constante que é convivermos com a diversidade cultural de nosso País.  O meio ambiente sadio que todos temos direito previsto na Constituição brasileira é resultado de nossa ação humana pessoal, social, ambiental. Dizemos: nossa ação socioambiental.
   Ocorre é que a alienação ambiental está presente tanto em todos que só pensam em consumir sem limites, quanto nas pessoas que acham que não há como vencer tantos problemas ambientais e cruzam os braços. Quem desmata ilegalmente, quem polui rios, ar, solo, água, já não percebe a si próprio. Na realidade não se percebe humano, mas um ser irracional, como uma pessoa assim vai perceber a belezas naturais que nos cercam? Pensar uma economia e um mundo para poucos é um atestado de ignorância e limitação da inteligência de nossa espécie. Fomos presenteados em habitar o Planeta Terra precisamos de uma tomada de consciência local e global de que podemos conviver melhor entre nossa própria espécie, assim conseguiremos ver as outras formas de vida com os olhos do valor que merecem.
    Nossos átomos de carbono, água, minerais são os mesmos que insistimos de forma insustentável em destruir em nome do mito do desenvolvimento do consumo sem limites.  Como protelamos a resolução de conflitos socioambientais, a natureza está agindo através das mudanças climáticas. Os recursos naturais são finitos. A agressão humana ao Planeta Terra terá um limite ou acordado pelos seres humanos através de uma ética socioambiental local ou global, ou amargamente vivenciada através das mudanças bruscas de temperatura, como está ocorrendo, do clima sem previsão, das epidemias que este desequilíbrio tem causado pelas atuais sociedades insustentáveis. Precisamos nos unir para vencermos o stress e o sofrimento causando a nossa espécie e ao Planeta.

 O desafio para todos nós seres humanos é conquistar o trabalho sustentável que não leva a destruição de nossa espécie humana e o meio ambiente. Vencer nossos erros promovendo o valor da vida, de nossa espécie e do meio ambiente conquistando qualidade de vida para todos.  A causa da construção da sustentabilidade, da conquista do meio ambiente sadio é a causa definitiva para nossa espécie. Não nascemos para viver de cabeça baixa, sem autoestima, porque temos uma cultura singular e aqui no Brasil estamos construindo a civilização sustentável. Como lembrou Marcos Terena, no debate mencionado: “Tudo que construirmos hoje, recairá sobre os seres humanos futuros”. “Nós os índios, gostamos do Brasil, amamos nossa terra de verdade. Porque aqui estão as estrelas e podemos olhá-las... os pássaros cantam todas as manhãs. Aqui na cidade não sei se você pode ouvi-los”... “O Grande Criador é tão inteligente e sabido que se quiser olhar este quadro tão magnífico temos que levantar os olhos... Por que os pássaros cantam? Para que possamos ouvi-los e levantar os olhos para vê-los e admira-los. Porque ( o Grande Criador) não  quer que andemos de cabeça para baixo.”.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

SOCIOLOGIA AMBIENTAL por ELENA STEINHORST DAMASCENO

  







   Visando estimular a produção de conhecimentos na área de sociologia e meio ambiente, postamos a terceira parte do artigo de Elena Steinhorst Damasceno. Nossos agradecimentos a Elena Steinhorst. 


SOCIOLOGIA AMBIENTAL: um campo de pesquisa em consolidação  - parte 3

Elena Steinhorst Damasceno   


Epistemologia na sociologia Ambiental

 Moraes (2005, p. 46-47) alerta para a importância da epistemologia no trabalho científico, principalmente devido ao fato da problemática ambiental “ser arredia aos paradigmas tradicionais” e delimita três aspectos que devem ser observados para a pesquisa na temática ambiental: a identificação clara e precisa do universo de análise, ou seja, uma localização filosófica dos fenômenos e relações que buscamos na investigação empírica; a delimitação metodológica, ou escolha do método mais apropriado no universo das ciências sociais; e a procura de uma linguagem comunicante, tendo em vista as diferentes áreas disciplinares que podem estar contempladas na temática ambiental.
   O autor refere-se ainda à necessária anterioridade da reflexão metodológica ante a investigação empírica, tendo em vista que no trato da questão ambiental as barreiras metodológicas podem ser um empecilho tão significativo como a transposição disciplinar4 . A problematização de cunho ético é colocada como situação limite do campo epistemológico, tendo em vista a emergência das políticas ambientais e conseqüente demanda direcionada as universidades brasileiras, no sentido de elaboração de peças técnicas para os grandes projetos de desenvolvimento (MORAES, 2005). Dentre algumas das posturas éticas possíveis, como o chamado naturalismo, tecnicismo e romantismo5 , observa-se a postura crítica6 em relação à pesquisa e diante da problemática ambiental.
   Segundo Hannigan (2009) a dicotomia homem-natureza deve ser superada e qualquer tentativa nova na perspectiva da sociologia ambiental necessita confrontar a “divisão sociedade-natureza”. Destaca a emergência de novos esforços para as relações de análise socioambiental e percebe o desafio de reconciliar o macro com os dados mais particularizados de análise. O autor sugere a “teoria da emergência” como moldura para as análises dos problemas ambientais futuros (HANNIGAN, 2009, p. 216). Moraes também dá destaque a isso e enfatiza “a natureza para o homem” em Marx, como opção filosófica de romper tal dicotomia (MORAES, 2005, p. 72-73).
     Hannigan (2009) relaciona a Ciência, cientistas e problemas ambientais e mostra a ligação entre problema ambiental e pesquisa científica, problematizando o papel dos pesquisadores na formulação de argumentos para a questão ambiental, porém, por outro lado, afirma que há um grande campo de incertezas na ciência. O autor discute esse tema e sua relevância para a construção de novos problemas ambientais e seu anúncio para o mundo, exemplificando o problema da chuva-ácida e da perda de biodiversidade, e a importância da ciência na formulação de políticas públicas ambientais, afirmando que: “Finalmente, é a estrutura de apoio científico destes problemas ambientais que os sustentam acima dos outros problemas sociais que são mais dependentes de argumentos de bases morais” (HANNIGAN, 2009 p.141 apud YAERLEY, 1992, p. 117).

   Pesquisas atuais em Sociologia Ambiental

   Segundo Herculano, no âmbito acadêmico, a Associação Internacional de Sociologia (ISA) fundou, em 1990, um novo comitê de pesquisa, o RC/24 (Meio Ambiente e Sociedade), constituído por egressos de estudos da Ecologia Humana, da Sociologia Urbana, da Sociologia Rural, entre outras. No Brasil, a Associação  Nacional de  Pesquisadores em Ciências Sociais (ANPOCS) criou, igualmente, um grupo específico para a temática ambiental, o GT/04 (Ecologia e Sociedade). Assim, diversos programas de pós-graduação no Brasil passaram a se dedicar à temática ambiental, “alguns deles com uma ambição multi ou transdisciplinar” (HERCULANO, 2000, p.4).
    No ano de 2002 foi criada a ANPPAS, Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade, com a participação de diversas instituições7 brasileiras de ensino e pesquisa, com formação strictu sensu de pessoal especializado em nível de pós-graduação, de caráter interdisciplinar e que focalizam a interação Ambiente e Sociedade em suas múltiplas dimensões.  A ANPPAS promove reuniões científicas, objetivando o intercâmbio de informações entre seus associados e de associações similares brasileiras, estrangeiras ou internacionais, promovendo a divulgação de estudos em Ambiente e Sociedade, publicações, concursos e premiações (ANPPAS).
    Percebemos, assim, o avanço monumental da Sociologia Ambiental de forma geral e a diversidade de abordagens que nela cabem. Após a leitura dos autores citados neste texto, percebe-se certa tendência “modernizadora” nos trabalhos em Sociologia Ambiental no Brasil, por um lado, com inspiração nos grupos de pesquisa da Holanda, Canadá e Estados Unidos, verificado principalmente os grupos de pesquisa em Sociologia Ambiental da UFSC e Unicamp. De outro lado, nota-se que outros grupos seguem perspectiva divergente, apoiando-se mais nos estudos de Conflitos Ambientais, Movimentos Sociais e Ecologia Política, ainda com uma forte interface Antropológica, como é o caso do GEDMMA (UFMA)8 , que mantém afinidade com o IPPUR9 (UFRJ) e GESTA10 (UFMG).
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Participaram da criação, na sede do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo - PROCAM/USP o Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Universidade Estadual de Campinas - NEPAM/UNICAMP; o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos- Universidade Federal do Pará - NAEA/UFPa; o Centro de Desenvolvimento Sustentável - Universidade de Brasília - CDS/UnB; o CPDA/Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; o Programa de Pós - Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas/Universidade Federal de Santa Catarina; o Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento/Universidade Federal do Paraná; o Programa de Mestrado em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo - PROCAM/USP e o Programa Regional de Pós Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente – PRODEMA. (fonte: sítio ANPPAS na internet, ver ref.). 8 Grupo de Estudos Desenvolvimento Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA/UFMA). Sítio eletrônico: http://www.gedmma.ufma.br/ 9 Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano Regional (IPPUR/UFRJ) 10 Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA/UFMG)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

   Por fim, a Sociologia Ambiental pode ser vista como um campo de pesquisa em expansão, no qual a emergência da crise ambiental permite uma grande variedade de abordagens teórico-metodológicas e um crescente volume em produção acadêmica11 . Porém, são observados muitos trabalhos recentes com a característica de simples junção de dados biológicos com análises sociológicas, como tentativa de fazer uma Sociologia Ambiental. Tal postura deveria ser revista, tendo em conta as análises sobre a “divisão homem-natureza”, que são refletidas na “transposição disciplinar”. Ou seja, superar a esta dicotomia não significaria “colar uma coisa na outra” e sim procurar um método menos antropocêntrico possível. Sempre que necessário, a percepção biológica da natureza deveria ser acionada, porém, participando do contexto da “entre ajuda” transdisciplinar, tão cara à questão ambiental. 


REFERÊNCIAS:

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FERREIRA, Lúcia da Costa. Conflitos sociais e uso de recursos naturais: breves comentários sobre modelos teóricos e linhas de pesquisa. Política e Sociedade Nº 7 outubro de 2005, p. 105-118. 11Para mais referências: Guia para o Iniciante em Sociologia do Meio Ambiente (MCREYNOLDS, 1999).
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MCREYNOLDS, Samuel A. Guia para o Iniciante em Sociologia do Meio Ambiente: definição, lista de jornais e bibliografia. Ambiente & Sociedade - Ano II – Nº 5 – 2º Semestre de 1999. P. 181-189.
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4 Como exemplo as diferentes atribuições ao sentido da palavra ecologia (MORAES, 2005 p. 71-72). 11

 5 O naturalismo se refere à postura filosófica perante a relação homem-natureza na qual a interferência do ser humano na natureza é resumida pelo termo “ação antrópica” neutralizando a dimensão social da temática ambiental. O tecnicismo “dilui as implicações políticas de seu manejo como se a soluções técnicas não envolvesse decisões políticas” e o romantismo que se manifesta pelo “preservacionismo radical” e “perspectivas anti-humanísticas” (MORAES, 2005, p. 53-55). 6 A teoria crítica se refere à Escola de Frankfurt, representadas por Adorno, Horkheim e Habermas, mas nos referimos, também, à crítica marxista feita ao modelo capitalista de produção e consumo, como sendo principal responsável pela crise ambiental atual.



  Este artigo é referente ao trabalho final da disciplina Ambiente e Sociedade, ministrada pelo Professor. Doutor. Horácio Antunes de Sant’Ana Júnior, a qual cursei como aluna especial, no curso de doutorado em Ciências Sociais (PPGSoc/ UFMA).

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